Jovem empresário diz que abates em SE são irregulares

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Marcel Moade destaca a importância do PRAS (Fotos: Portal Infonet)

“Todo abate em Sergipe [com exceção da Nutrial em Propriá] é irregular, não obedece às normas do Ministério da Agricultura, não tem câmaras de resfriamento e o veterinário não está 24 horas inspecionando cada animal abatido”. A afirmação foi feita na tarde desta sexta-feira, 6, pelo integrante do Conselho de Jovens Empreendedores da Associação Comercial e Empresarial de Sergipe (Acese), Marcel Moade, ao anunciar no Parque de Exposição João Cleophas, a intenção de criar o Programa de Regionalização do Abate Sergipano (PRAS).

De acordo com ele, o programa consiste na criação de três unidades industriais destinadas ao abate dos animais que abastecem o Estado de Sergipe. “A criação do PRAS será um marco histórico para a agropecuária em Sergipe, que logo após o início do seu funcionamento será considerado o único Estado do Brasil a possuir 100% do abate de animais legalizados, além de gerar mais de 450 empregos diretos formalizados”, explica Marcel Moade.

Palestra aconteceu no auditório do Senar

O jovem empresário acrescentou que o PRAS tem por objetivo atender à demanda do consumo de carne bovina, caprina, ovina e suína no Estado, desenvolver as atividades agropecuárias e atender às normas estabelecidas pelo Ministério da Agricultura.

“Diferente dos grandes frigoríficos, que compram os bois dos fazendeiros e vendem a carne aos supermercados e açougues, os frigoríficos que integrarão o PRAS trabalharão com os donos do gado levando o animal até a unidade abatedoura, que ficará localizada estrategicamente em sua região. E o frigorífico somente receberá animais para o abate mediante apresentação da Guia de Trânsito Animal (GTA)”, destaca.

Funcionamento

E reuniu jovens empreendedores

Para funcionar, o programa precisa da parceria do Governo do Estado por meio da Emdagro, com o poder de fiscalização agropecuária; Adema, com o poder de interditar os matadouros irregulares; Secretaria da Fazenda, para fazer a fiscalização fazendária. E ainda das prefeituras, com atuação das Vigilâncias Sanitárias, que cuidará do licenciamento dos estabelecimentos comerciais e criação de associações dos marchantes.

“Isso além do Ministério Público Estadual que atuará com o poder de fiscalizar as feiras livres e matadouros irregulares e o Conselho Regional de Medicina Veterinária com profissionais capacitados para a fiscalização”, complementa Marcel Moade.

A palestra do empresário Marcel Moade foi realizada quando do lançamento do Agrojovem no auditório do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar/SE), em prosseguimento à 16ª Feira Agropecuária do Estado de Sergipe (Faese).

Annelise Aragão destaca o Agrojovem

“O Agrojovem busca abordar temas ligados ao agronegócio e a sua importância para o Estado, além de auxiliar e despertar o interesse de jovens no setor”, acrescenta a coordenadora do projeto e diretora de agronegócios do Conselho de Jovens Empreendedores da Acese, a zootecnista do Senar, Annelise Aragão.

Por Aldaci de Souza

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