Jovens devem ter cautela com contas universitárias

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Oferta de crédito facilitada deixa universitários em situação apertada
Primeiro período de faculdade, desempregado e sem renda mensal comprovada. Mas se você pensa que alguém com estas características não tem crédito na praça, está muito enganado. Bancos brasileiros apostam cada vez mais no segmento de contas universitárias, que atraem os estudantes com tarifas baixas e limites de crédito razoáveis, mas que podem empurrar o jovem a um abismo financeiro.

Foi o que aconteceu com Marina Oliveira, que foi abordada por diversas promotoras de vendas deste tipo de serviço no dia em que foi fazer a matrícula no curso de Serviço Social. Seduzida e convencida pelo discurso das moças, abriu conta em dois bancos e quatro meses depois estava com dívidas que não tinha condições de pagar.

“Você começa a cair em tentação e compra sem pensar na fatura. Começam a aumentar seu limite, você compra mais, e, de repente, você se vê numa bola de neve e tem que pedir socorro ao pai e a mãe”, conta ela, que depois do aperto manteve a conta, mas dispensou o cheque especial e solicitou redução do limite do cartão de crédito pela metade.

Descontrole e bagunça nas finanças

De acordo com dados do Serviço de Proteção ao Crédito, pessoas entre 18 e 28 anos representam mais de 30% do total de clientes que estão com o nome sujo no Brasil. A oferta de crédito aos estudantes que não possuem trabalho por parte não só dos bancos, mas também de lojas de departamento, é apontada como uma das principais causas dessa estatística.

O índice de inadimplência é tão alto que algumas gerências de estabelecimentos comerciais de Aracaju não aceitam pagamentos em cheques de contas universitárias. O descontrole também levou algumas agências da Caixa Econômica Federal a não liberar talão de cheques para estes clientes.

Economista Marcos Castaneda faz alerta
Pais devem monitorar, diz economista

Na opinião do economista Marcos Castaneda, a conta universitária pode ser benéfica ao jovem por estimulá-lo no aprendizado da organização financeira desde cedo, mas que no caso dos clientes que não possuem renda alguma, o ideal é que os pais tenham conhecimento e possam monitorar e garantir a cobertura dos gastos.

“É bom todos ter noção de que essa maior movimentação financeira é boa para o banco, mas que se você não dispuser de capital para cobrir a dívida feita, será muito pior para o cliente que para o banco”, diz. O economista diz ainda que se o estudante já começa sua vida financeira de forma descontrolada, a bola de neve pode repercutir por muito tempo.

Castaneda aconselha ainda que o universitário peça ajuda aos pais na hora de abrir uma conta, pois a experiência dos mesmos pode ser positiva na hora de avaliar as melhores vantagens. Para conhecer as facilidades das contas universitárias de diversos bancos, clique aqui.

Por Glauco Vinícius

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