Mais de 100 trabalhadores são demitidos de fábrica

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Trabalhadores foram demitidos com os salários atrasados (Fotos: Portal Infonet)

Mais de 100 ex-funcionários da Fábrica de Cimento Nassau denunciam que foram demitidos com os salários atrasados e que não existe previsão do pagamento da rescisão, do resgate do FGTS e do seguro desemprego. O fato foi alvo de uma grande reunião que ocorreu na tarde desta quinta-feira,5, na sede do Sindicato Unificado dos Trabalhadores Petroleiros (Sindipetro AL/SE).

Com quase 20 anos trabalhando na fábrica, um funcionário que não desejou ser identificado, conta que foi demitido no mês passado. “Após quase 20 anos na fábrica fui demitido e estou aqui sem saber quanto e quando vou receber. É uma situação muito difícil, pois não temos previsão do FGTS, seguro desemprego e nem em relação aos valores rescisórios”, falou.

Silmar Madureira, que trabalhou durante 11 anos como mecânico, conta que foi demitido e não recebeu o que tem direito. “É revoltante você ser um trabalhador e após 11 anos na empresa sair e não receber o FGTS, os salários atrasados e nem o seguro desemprego”, fala.

A reunião foi realizada na tarde de hoje

Sindicato orienta os ex-funcionários

A analista de compras, Jane Eyre Souza Almeida, trabalhou na empresa por  nove anos. “Até 2014 nós recebíamos até antes da data do pagamento, depois os salários começaram a atrasar até que em outubro do ano passado após uma greve os funcionários passaram a sofrer mais. Hoje estamos vivendo essa situação lamentável, onde o FGTS está sem depositar desde 2012 e ainda vivemos o atraso dos salários”, destaca.

O auxiliar de expedição, Ediclan Santos Silva, também falou sobre o drama que tem vivido após ser demitido. “Os salários já estavam atrasados e agora nem salário, nem a rescisão e muito menos o FGTS. A empresa quer fazer um acordo e parcelar o que temos direito de receber”, diz.

De acordo com Djenal Prado, presidente do Sindicato dos Trabalhadores na Indústria do Cimento, Cal, Gesso e Cerâmica no Estado de Sergipe (Sindicagese) trabalhadores de 11 e até 20 anos foram demitidos com mais de dois meses de salários atrasados. Ele afirma que após a demissão, os trabalhadores ficaram sabendo da falta do pagamento do FGTS.

“Ao todo são 120 trabalhadores demitidos com mais de dois meses e meio de salários atrasados e a empresa quer parcelar entre seis meses e 36 meses. Ao todo, já são 173 trabalhadores que ainda estão na empresa e alguns que também serão demitidos. A fábrica vai trabalhar com moagem de cimento que é moer e sacar e para isso deve manter uma quantidade mínima de funcionários”, alerta. Sobre a situação dos funcionários, o sindicato diz que acompanhará a questão fornecendo orientação para que os trabalhadores possam receber os valores da rescisão e os salários atrasados. 

A equipe do Portal Infonet entrou em contato com a Fábrica de Cimento Nassau, mas segundo o setor do RH, nenhum responsável estava na empresa para falar com a nossa equipe. Deixamos o contato da redação para que fosse retornado, mas até o fechamento da matéria, ninguém entrou em contato. Permanecemos à disposição por meio do (079) 21068000 ou jornalismo@infonet.com.br.  

Por Kátia Susanna

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