Mais de 14 mil aguardam a concessão de benefícios do INSS em Sergipe

0
Fila formada na sede do INSS no Siqueira Campos (Foto: Dienes Cestino/Assessoria Parlamentar)

Em Sergipe, mais de 14 mil pessoas aguardam a concessão de benefícios da previdência social, cujos requerimentos continuam na fila do Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS) pendente de análise. Entre os requerimentos, 10.076 estão relacionados ao Benefício de Prestação Continuada (BPC), concedido a pessoas de baixa renda com deficiência, 2.922 são pedidos de auxílio doença e 1.589 são referentes a aposentadoria. Os demais estão no rol de outros benefícios, como pensões, benefício por invalidez, entre outras circunstâncias.

Os dados foram divulgados na manhã desta quinta-feira, 16, pelo gerente-executivo do INSS em Sergipe, Raimundo Brito. Ele explica que no ano passado, se chegou a acumular algo em torno de 96 mil processos, mas o número caiu para 14.974 requerimentos pendentes de análise ao final do mês de dezembro. Nesses números não estão incluídos os pedidos formalizados neste mês de janeiro.

Os processos ficaram parados devido à pequena quantidade de servidores nas unidades do INSS, um problema que afeta todo o país. A escassez de servidores é consequência das aposentadorias concedidas aos servidores que, pelo tempo de serviço prestado ao órgão, já possuíam o direito de seguir para a inatividade.

Conforme o superintendente, com essas aposentadorias, o INSS de Sergipe perdeu cerca de 50% dos servidores, vagas que surgiram com mais intensidade nas unidades da avenida Ivo do Prado e do bairro Siqueira Campos, em Aracaju. Situação que já era previsível, após o ano de 2015, quando foi realizado o último concurso público para preenchimento de vagas na instituição, e com a grande quantidade de servidores que solicitaram a aposentadoria por tempo de serviço.

Exército

O Governo Federal ainda não adotou medidas concretas para suprir essa demanda. O presidente da república, Jair Bolsonaro, chegou a divulgar a convocação de 7 mil militares da reserva do Exército Brasileiro para ocupar postos vagos no INSS para analisar os processos e as concessões dos benefícios. Mas essa medida, segundo Raimundo Brito, ainda não foi oficializada pela Presidência da República. “Fiquei sabendo apenas pela imprensa”, ressaltou.

A medida ganha críticas dos servidores do INSS, que defendem a realização de concurso público para o preenchimento das vagas ou a convocação dos servidores da própria previdência social que estão aposentados. Em Sergipe, o Sindicato dos Trabalhadores da Previdência Social, Saúde e Trabalho no Estado de Sergipe (Sindiprev/SE) realizou uma manifestação na quarta-feira, 15, na unidade do Siqueira Campos.

Nessa mobilização, os dirigentes do sindicato repudiaram a medida anunciada pelo presidente Jair Bolsonaro e denunciaram que as grandes filas na instituição também são provocadas pela falta de servidores para prestar o atendimento às demandas dos segurados da Previdência Social no estado de Sergipe.

por Cassia Santana

Comentários

Nós usamos cookies para melhorar a sua experiência em nosso portal. Ao clicar em concordar, você estará de acordo com o uso conforme descrito em nossa Política de Privacidade. Concordar Leia mais