Novo mínimo não provocará demissões no comércio, diz Ronildo

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A elevação do salário mínimo de R$ 510,00 para R$ 545,00, não causará grande impacto sobre a folha de pagamento dos empregados no comércio e serviços do estado de Sergipe. Isso porque quase que a totalidade dos trabalhadores do setor recebe um piso maior que o mínimo, que varia de R$ 550,00 a R$ 555,00, e com média salarial em torno de R$ 900,00.

A análise é do presidente da Federação dos Empregados no Comércio e Serviços do estado de Sergipe, Fecomse, Ronildo Almeida, ao comentar os efeitos do novo mínimo, que foi anunciado pelo governo federal.  Ele acredita que o aumento não criará dificuldades financeiras para os empresários do comércio em relação a encargos e despesas com a folha de pagamento. 

“O impacto do reajuste será praticamente zero porque pouquíssimos trabalhadores no comércio recebem salário mínimo, além disso, o comércio vem vendendo mais”, avalia Ronildo. Ele não acredita que o aumento de R$ 35,00 poderá provocar demissões e enxugamentos no setor. “Não há motivo para preocupação”, afirma.

Insatisfação

As confederações, federações, sindicatos e centrais sindicais defendiam um salário de R$ 580,00 e ficaram insatisfeitos com o novo mínimo. “Esse valor não atende as necessidades básicas do trabalhador. Os R$ 580,00 era um valor razoável e temos a certeza que o empresário brasileiro suportaria pagar esse salário”, disse Ronildo, acrescentando que nenhuma das entidades sindicais pode firmar acordo ou falar isoladamente em nome dos trabalhadores brasileiros, e o que se viu nessa discussão pela aprovação dos R$ 580,00 foi unanimidade de todas as representações da classe trabalhadora. 

Ele lembra que o novo mínimo não representa um ganho real para o trabalhador, já que o índice não foi superior ao da inflação.  “A política de valorização do salário mínimo se iniciou no governo de FHC, quando os sindicatos estavam lutando nas ruas; foi mais significativa no governo Lula e esperávamos que o governo Dilma continuasse. Entendemos que esse crescimento real do salário mínimo não pode ser interrompido”, avalia o presidente da Fecomse.

Para Ronildo não dá mais para aceitar as desculpas do governo de que a Previdência Social não suportaria um crescimento real do salário mínimo, e também a justificativa de que um salário maior geraria inflação. “Salário não gera inflação, se gerasse os países que pagam salários dignos aos trabalhadores tinham uma inflação alta. O salário mínimo do Brasil é um dos menores do mundo, portanto a inflação deveria ser praticamente zero”.

Fonte: Ascom/Fecomse

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