Novos estímulos ao setor industrial

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Setor industrial receberá estimúlos
O governo deverá anunciar nos próximos dias novos estímulos ao setor industrial, seguramente o que mais sofreu com a crise mundial. Com o anunciado recuo de 0,8% do PIB no segundo trimestre, menos do que  esperado pelos especialistas, sobretudo pela reação do consumo, pretende, agora, o governo, adotar medidas que venham estimular os investimentos no sentido de tirar o país da recessão técnica (queda do PIB em dois trimestres seguidos) e colocá-lo na senda do crescimento na segunda metade do ano.

Com este objetivo, deverá ser incentivada a indústria de bens de capital (máquinas e equipamentos), considerada essencial quando a produção voltar a crescer, embora o ministro da Fazenda, Guido Mantega, não mencionasse os setores que serão beneficiados. Entretanto, tem-se como certo que além da indústria de bens de capital, serão também incentivadas as indústrias naval e as de software.

A propósito, vale ressaltar, que o deputado Albano Franco, presidente da Comissão que avalia os efeitos da crise sobre a indústria, foi primeiro quem defendeu a desoneração tributaria (PIS e COFINS) da indústria de bens de capital como forma de estimular o investimento, através de artigo publicado no jornal “O Globo” (20.04.09) e por ocasião da audiência pública na Câmara da qual participou o ministro Mantega que gostou da sugestão e ficou de estudar o assunto.

Redução do IPI pode ser permanente

A redução temporária do IPI incidente sobre a indústria automotiva e a linha branca (geladeira, máquina de lavar,etc), como forma de estimular o consumo e atenuar os efeitos da crise mundial sobre a economia brasileira foi uma medida tão acertada que o presidente Lula está defendendo a sua permanência. Isto mostra e atesta que a elevada e asfixiante carga fiscal (38% do PIB) é, sem dúvida, o maior obstáculo para que o país cresça com sustentabilidade e a taxas mais altas.

Por Ivan Valença

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