Número de vendedores ambulantes cresce nas ruas de Aracaju

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Ambulantes em ascensão na capital
Ao passar pelas ruas de Aracaju fica visível a expansão de um grupo específico de trabalhadores: os vendedores ambulantes. Segundo pesquisa realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), através da Pesquisa Mensal do Emprego relativa a março deste ano, de cada dez brasileiros que estejam trabalhando, dois exercem as suas funções por conta própria. Somando assim 4,1 milhões de brasileiros autônomos.

Para o economista Nilton Pedro o principal fator que explica a existência dos vendedores ambulantes é o desemprego. Atrelado a ele existe também o fator econômico. Nilton esclarece que muitas vezes os ambulantes ganham mais que um salário mínimo por mês. “Um trabalhador formal que ganha um salário mínimo, recebe por mês aproximadamente R$15. Um ambulante provavelmente ganha mais por dia”, explica.

Histórias

Mª de Lourdes conta que trabalha como ambulante há cinco anos
Maria de Lourdes Silva, conta que começou a trabalhar como ambulante quando ficou desempregada. Por conta da falta de escolaridade e de seus 40 anos de idade, ela diz que sua única opção foi vender guloseimas e cigarros em uma barraquinha no centro da cidade. “O mercado não quer contratar quem parou de estudar no 1º grau e já tem 40”. Maria de Lourdes trabalha como ambulante há cinco anos anos.

Já a vendedora de cachorro quente há oito meses, Fabiana Santos de 18 anos, fala que por não ter completado o 2º grau e por não tem nenhuma experiência no mercado de trabalho, é difícil arrumar o primeiro emprego. “Como vou conseguir o primeiro emprego se as empresas exigem experiência?”, questiona. Confirmando a afirmação do economista, as vendedoras afirmam que no final do mês conseguem tirar mais de dois salários mínimos, o que é suficiente para pagar as contas.

Outro fator que pode favorecer o crescimento do número de ambulantes na capital sergipna, é o título recém conquistado, e amplamente divulgado, de que Aracaju é a capital da qualidade de vida. De acordo com Nilton, muitas pessoas de outros Estados estão se sentindo atraídas por isso e acabam se mudando para cá. Atrelado a isso também está o fato da capital não exigir que as pessoas tenham muito dinheiro para viver. “Aqui dá pra viver com pouco. O custo de vida aracajuano é barato”, completa.

Fabiana consegue ganhar dois salários minímos por mês com uma barraquinha de cachorro-quente na Orla
Regulamentação

Um problema que assombra os vendedores informais é a falta da regulamentação da profissão. De acordo com a assessora de comunicação da Empresa Municipal de Serviços Urbanos (Emsubr), Mayusane Matsunae, a empresa realiza blitze diariamente para verificar se os vendedores têm autorização da Prefeitura para estarem utilizando aquele espaço público para vender suas mercadorias. Mayusane acrescenta que primeiramente os servidores da Emsurb avisam a esses vendedores sobre a ilegalidade, caso eles não deixem o local no prazo estipulado as mercadorias são apreendidas

Por Mariana Rocha e Carla Sousa

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