Ônibus: Setransp quer aprovar reajuste de 11 por cento

Tarifa de ônibus pode ficar mais cara nos próximos dias (Foto: Arquivo Portal Infonet)

O Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros de Aracaju (Setransp)  já enviou à Superintendência Municipal de Transporte e Trânsito (SMTT), o percentual sobre o novo  reajuste da tarifa de ônibus: 11%. Caso aprovado o índice, o preço das passagens em Aracaju passará de R$ 2,25 para R$ 2,52.

Segundo o superintendente do Setransp, José Carlos Amâncio, o percentual de 11,91% está influenciado pela defasagem sofrida pela tarifa, principalmente, com a falta de reajuste concedida no ano passado pela Prefeitura de Aracaju. “Mesmo sem o reajuste, foram mantidos os reajustados anuais sobre o salário dos rodoviários, serviços de manutenção, combustível, entre outros”, ressalta.

Ele disse ainda que o ofício do reajuste tarifário segue o que determina o artigo 242 da Lei Orgânica do Município, que enfatiza que “o equilíbrio financeiro-econômico dos serviços do transporte coletivo devem ser assegurados pela compensação entre a receita auferida e o custo total do sistema”.

Após a análise da SMTT, quanto ao relatório elaborado pelos empresários do setor de transporte, a Prefeitura de Aracaju deverá ‘bater o martelo’ no percentual de reajuste das tarifas do transporte coletivo.

“Esperamos que a prefeitura conceda o reajuste adequado para atender as necessidades do sistema, que por sua vez quer prestar um melhor serviço à sociedade”, entende.

Não Pago

Os integrantes do Movimento Não pago continuam lutando contra o reajuste. Nesta quinta-feira, 31, eles vão entregar uma carta compromisso ao prefeito João Alves Filho (DEM). Na carta, o Não Pago pretende apresentar uma pauta de reinvidicações por melhorias no sistema de transporte coletivo da grande Aracaju.

De acordo com Priscila Rezende, uma das coordenadoras do movimento, o Não Pago espera que o prefeito João Alves atenda as reinvidicações da população. "Não é possível que seja concedido mais um aumento de passagem de ônibus. Já pagamos muito caro por um serviço de péssima qualidade", explica a estudante. "Enquanto não houver licitação, não se pode falar em aumento. As empresas atuam fora da lei e mesmo assim os prefeitos sempre foram subservientes. Precisamos enfrentar a ganância dos empresários se quisermos um transporte de qualidade", completa.

Além do pedido de congelamento da passagem de ônibus, o movimento requer auditoria dos custos e lucros das empresas e realização da licitação democrática e com ampa participação popular. O movimento lembra também que de acordo com o art. 241, § 1º da lei orgânica do município de Aracaju, qualquer proposta de aumento deve passar pela decisão da camara de vereadores. "Acabamos de passar por um processo eleitoral. Seria vergonhoso para o prefeito e os vereadores permitirem o aumento da passagem, sem auditoria dos custos e lucros e sem a realização da licitação. A população está alerta.", enfatiza Priscila.

O Não Pago promete fazer uma série de atos públicos, como forma de conscientizar os trabalhadores e os jovens de seus direitos, além de pressionar as autoridades públicas para que a população não seja prejudicada. O movimento surgiu em 2011, mas somente ganhou reconhecimento após conquistar o congelamento da passagem no início de 2012, quando o preço da tarifa ficou estável em R$2,25.

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