Patrões e empregados não fecham acordo

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Reunião durou cerca de oito horas, mas terminou sem acordo
Após quase oito horas de negociações entre representantes do Sindicato dos Comerciários e dos patrões, não foi possível fechar um acordo entre as partes. Em pauta estava o fechamento dos supermercados aos domingos e feriados, assim como o reajuste salarial dos trabalhadores. A reunião aconteceu no auditório do Senac, localizado na avenida Ivo do Prado.

Durante todo o dia foram apresentadas sucessivas propostas, mas mesmo assim não foi possível um consenso. Na última delas, a bancada patronal sugeriu que nos 14 feriados do próximo ano, os supermercados ficariam fechados durante quatro deles. Nos outros dez, os funcionários trabalhariam seis e folgariam quatro através de um sistema de rodízio. Ainda no ponto dos feriados, a bancada ofereceu o pagamento do vale-transporte e refeição, além de R$ 20 em dinheiro.

Marcos Peixinho negociou pelos patrões
Com relação aos domingos, os patrões entenderam que por lei esse é um direito concedido e oficializaram que estão dispostos a pagar o vale transporte e refeição, assim como R$10.  No ponto dos vencimentos seria cedido 7% de aumento nos salários e o piso da classe I passaria para R$ 470 e do piso II R$ 487,50, com a efetuação desse aumento a partir desse mês.

Contraproposta

Os comerciários recusaram a proposta dos patrões com o argumento de que dessa forma o principal problema não seria resolvido, que é a exploração do trabalhador. “Diante disso os nossos trabalhadores continuarão trabalhando sem respeito ao horário, com apenas uma hora para almoço e até duas semanas consecutivas sem descanso”, falou o presidente do Sindicato dos Comerciários, Ronildo Almeida, que apresentou relatórios do Ministério do Trabalho para comprovar suas palavras.

Ronildo Almieda falou pelos empregados
A contraproposta apresentada pelos comerciários foi uma tentativa de chegar ao mesmo acordo que já foi fechado com os lojistas. Os empregados pediram carga horária de seis horas, 100% de hora extra aos domingos com acréscimo de R$ 10 reais e abertura em quatro feriados com R$ 20 reais adicionais, além do vale-transporte e alimentação.

Com relação aos subsídios a proposta girava em torno de 6% de produtividade para o empregado que recebesse acima do piso, 6% a título de quebra de caixa e 7% de triênio. O piso aceito ficaria em R$ 470 para a classe I e R$ 487,50 para a classe II.

A proposta foi recusada pelos patrões, que alegaram a inviabilidade de reduzir a carga horária sem corte de salários.

Votação na Câmara

Vereador Élber Batalha: “projeto será votado na CMA”
Uma nova reunião será remarcada para futuras negociações. Mesmo assim, o representante do Sindicato dos Comerciantes, Marcos Peixinho, comunicou que a partir deste sábado, 6, a proposta que foi recusada pelos comerciários será implementada nos supermercados da cidade.

O vereador Élber Batalha, que participou das negociações, avisou que o projeto, que já tramita na Câmara Municipal de Aracaju, será votado. “Não vamos esperar novas negociações das partes para votar o projeto. A sociedade está pedindo uma resolução sobre isso e a CMA vai fazer o seu papel”, informou.

Por Letícia Telles

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