Pesquisa traça perfil dos empreendedores individuais

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Atualmente 442 atividades podem ser enquadradas como EI, entre elas a de pipoqueiro

Dois anos após a criação da figura jurídica do Empreendedor Individual (EI), os benefícios da regularização já são sentidos pelos trabalhadores por conta própria. Dos 1,1 milhão de EI em atividade no país até o fim de maio, 28% sentiram aumento nas vendas após a formalização e 67% disseram que a demanda permaneceu estável.

Apenas 5% alegam ter sentido retração nos negócios. Os dados constam na Pesquisa de Perfil do Empreendedor Individual, realizada pelo Sebrae com base em entrevistas com 10.585 empreendedores individuais em todas as unidades da federação. Das pessoas ouvidas, 95% recomendam a formalização a outros profissionais.

O bom resultado com a regularização faz com que os trabalhadores por conta própria sonhem mais alto: 87% deles planejam virar microempresa, o que eleva o limite de faturamento de R$ 36 mil por ano, teto para os empreendedores individuais, para R$ 240 mil anual, valor máximo que uma microempresa pode faturar. Atualmente 442 atividades podem ser enquadradas como EI.

O EI é a modalidade jurídica destinada aos trabalhadores autônomos, faturam até R$ 36 mil ao ano, não possuem participação em outras empresas como sócio ou titular e empregam no máximo um funcionário recebendo o salário mínimo ou o piso da categoria.

Mediante o pagamento de uma taxa mensal de no máximo R$ 33,25, o trabalhador passa a contar com uma série de benefícios sociais e fiscais.A formalização pode ser feita no Portal do Empreendedor, através do endereço eletrônico www.portaldoempreendedor.gov.br, nos escritórios de contabilidade optantes pelo Simples nacional ou nas unidades do Sebrae.

Participação das mulheres

A pesquisa mostra ainda que a participação das mulheres e jovens entre os empreendedores individuais é maior que a verificada entre o segmento de microempresas.O estudo também revela que o perfil de atividades inseridas no EI é mais heterogêneo. Nas micro, há maior concentração de profissionais do setor de comércio.

Dos cerca de 1,1 milhão de empreendedores individuais formalizados até o fim de maio deste ano, de acordo com a pesquisa, 45% são mulheres. Entre os donos de microempresas, a participação do público feminino cai para 29%. Os trabalhadores por conta própria também são mais jovens do que os microempresários. Dos EI, 61% têm menos de 39 anos. Entre os proprietários de microempresas o volume cai para 41%.

A distribuição dos empreendedores individuais por segmento de atuação também é mais heterogênea. Enquanto as microempresas do comércio representam 52% do total, no caso do EI os representantes deste setor equivalem a 39%.

Dos empreendedores que buscaram financiamentos e empréstimos nas instituições financeiras (12% do total), menos da metade conseguiu o dinheiro, segundo aponta a pesquisa. Os dados informam que destes 132 mil trabalhadores por conta própria que demandaram o crédito, 57% não conseguiram.

O crédito mais barato é necessário para ajudar os empreendedores individuais a obterem capital de giro e a investirem na compra de equipamentos.

Fonte: Ascom Sebrae

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