Petrobras avalia projeto em águas profundas após testes em poço de SE

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Navio de produção passou cerca de 180 dias sobre reservatório Farfan para verificar dados de exploração (Foto: Steferson Faria/Agência Petrobras)

A Petrobras está analisando se vale a pena ou não, nesse momento, continuar o projeto de exploração de petróleo e gás dos novos reservatórios descobertos em águas ultraprofundas (2.500 metros), a 70 km da costa sergipana. A empresa conclui nos últimos meses o Teste de Longa Duração (TLD) na região intitulada de ‘Farfan’, onde está o reservatório mais promissor da recente descoberta.

O teste durou em torno de 180 dias e utilizou um navio de produção no local para analisar dados como a vazão e pressão do poço, além da capacidade de extração de gás e petróleo. As informações foram colhidas e estão na cúpula da empresa, no Rio de Janeiro, sob rigorosa análise. Na balança, a empresa coloca o custo da operação, o valor do petróleo no mercado, o retorno previsto e os parceiros interessados na extração. Segundo o diretor de Relação Institucional da Petrobras, Roberto Ardenghy, ainda não há uma posição da empresa sobre esses resultados, mas “o clima de otimismo em relação ao poço é grande”, disse para nossa reportagem.

O TLD também deve ser realizado em outros três reservatórios que foram descobertos junto com o Farfan, mas a Petrobras ainda não divulgou as datas dessas etapas.

Em maio completou um ano desde que a Petrobras oficializou a descoberta deste novos reservatórios em águas profundas de Sergipe. O trabalho coincide com a política que a empresa vem direcionando suas ações nos últimos meses, que é a exploração de recursos em águas profundas. Antes do TLD, os primeiros testes já haviam confirmado a existência de petróleo de excelente qualidade nos reservatórios em questão. “Sergipe foi o primeiro estado onde tivemos produção de petróleo em águas profundas[Piranema], e continua nessa tradição. Essa é uma área que adquirimos na ANP há alguns anos. Primeiramente fizemos o trabalho sísmico e constatamos a existência de um bloco exploratório muito interessantes”, confirma Ardenghy.

A expectativa sobre os novos poços só cresce, na ótica estadual, principalmente pelas últimas medidas adotadas pela Petrobras no território sergipano, como desinvestimento em campos e hibernação de unidades, sejam elas marítimas ou polos terrestres.

Por Ícaro Novaes

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