Postos vendem gasolina a preços diferentes

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Prática está diferenciaando preços para métodos de pagamento (Foto: SXC)
Uma prática comum que vem sendo adotada pelos postos de combustível em Aracaju, a de cobrar preços diferenciados para compras em dinheiro e no cartão, tem revoltado muitos proprietários de veículos na hora de abastecer.

O professor Dênisson Sant’Ana revelou ao Portal Infonet que ao ir colocar combustível em seu carro, em um posto da zona sul, o frentista alertou que o preço em dinheiro e no cartão seria diferente. “O frentista disse que cartão somente aditivada e o combustível normal poderia ser apenas em dinheiro. Ele disse que essa era a indicação da direção. Isso é ilegal e não pode, eu me recusei a colocar gasolina nesse posto”, alertou.

A equipe de reportagem da Infonet percorreu alguns postos nesta terça-feira, 5, e comprovou a prática logo no terceiro posto de combustível visitado. Na Avenida Osvaldo Aranha, um posto de

Posto exibe preços diferentes no dinheiro e no cartão (Fotos: Portal Infonet)
gasolina vende o combustível em dinheiro pelo preço de R$ 2,799 e, segundo o frentista, no cartão de crédito o valor é o mesmo. Em frente ao local, em um posto concorrente, o frentista informou que o preço é o mesmo custando R$ 2,799 o litro da gasolina. A frentista falou que o valor não é alterado no cartão.

Já na Rua Mariano Salmeron o preço no primeiro posto logo após o acesso pela Avenida Osvaldo Aranha o preço a vista é R$ 2,729 e apesar de o frentista dizer que o preço é o mesmo em dinheiro e no cartão, uma placa no posto diz o contrário, e estampa a venda a prazo pelo preço de R$ 2,769.

O advogado Winston Neil confirma que prática é ilegal
De acordo com o advogado especializado em Direitos do Consumidor Winston Neil, a prática é ilegal. “Isso não é permitido, já que o consumidor quando faz um cartão paga anuidade, e ele não pode pagar o custo do fornecedor. Caso ele faça isso ele estará pagando duas vezes e o consumidor deve denunciar essa prática ao Procon e ao Ministério Público. Já existe inclusive decisões na justiça do Rio Grande do Sul condenando esse tipo de venda diferenciada”, revela.

A reportagem do Portal Infonet tentou entrar em contato com o presidente do Sindicato dos Postos de Combustível Flávio Andrade, mas durante toda a tarde de hoje ele permaneceu em reunião.

Por Bruno Antunes

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