Prefeito reivindica compra da laranja pela Conab

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Laranja beneficia não só agricultores, mas toda a população (Foto: Edinah Mary/Seides/Arquivo Infonet)

Preocupado com a crise da laranja desde que assumiu a administração municipal de Umbaúba, na região Sul de Sergipe, o prefeito Professor Anderson Farias (PT) chama a atenção para mais um problema relacionado ao setor. Há pouco mais de um mês que Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) não está mais adquirindo a laranja dos produtores familiares da região como parte do Programa de Aquisição de Alimentos da Agricultura Familiar (PAA).

“O PAA é um dos programas mais eficazes na ampliação do mercado do pequeno agricultor. Através dele, o governo federal compra a produção para doá-la a entidades assistenciais ou para a formação de estoques. Além disso, os agricultores vendem a laranja a um preço bem melhor que o pago pelo mercado”, frisa Professor Anderson, que elaborou uma Nota Técnica encaminhada à ministra do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Tereza Campelo, detalhando toda a situação.

Prefeito de Umbaúba destacou prejuízos que os produtores podem sofrer (Foto: Ascom/Prefeitura)

“Nós não só alertamos para essa medida equivocada, como também reivindicamos, através de dados técnicos, a inclusão do PAA da Laranja como ação do plano Brasil Sem Miséria, que entre seus objetivos está o de aumentar a produção do agricultor através de orientação e acompanhamento técni”, frisa o prefeito.

Segundo o Professor Anderson, o PAA da laranja não beneficia só os agricultores, mas a população como um todo, uma vez que a laranja adquirida pela Conab é doada na forma de sucos para programas de merenda escolar, entidades sem fins lucrativos como hospitais e creches e escolas, assentamentos, comunidades quilombolas e cidades com os piores Índices de Desenvolvimento Humano (IDH).

O prefeito cita o programa ‘Suco da Terra, Laranja da Gente’ como exemplo de sucesso na cadeia produtiva do setor. A iniciativa teve início em fevereiro de 2009 a partir de uma reunião no município de Umbaúba, envolvendo 1.200 produtores, deputados e prefeitos de SE e BA, secretários de Agricultura dos municípios da região dos dois estados, Emdagro, Adab, vereadores, sindicalistas rurais, presidentes de bancos e superintendentes. “Neste mesmo ano, houve um importante crescimento econômico da agricultura familiar nos municípios de Santa Luzia e Boquim”, lembra.

Em Sergipe, a citricultura é uma atividade agrícola que envolve quase 13 mil produtores, sendo que 60% estão na agricultura familiar e dependem, exclusivamente, da laranja para sobreviver. “Esta semana irão acontecer reuniões importantes para buscar uma solução para este problema. Não podemos nem dimensionar o tamanho do prejuízo e das consequências caso a laranja seja, definitivamente, excluída do PAA”, adverte Professor Anderson.

Fonte: Assessoria da Prefeitura

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