Presidente da Caixa fala sobre contrato com a Gtech

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A Caixa Econômica Federal enviou nota à imprensa esclarecendo que, ao contrário do afirmado ontem, dia 27, na CPI dos Bingos, a Gtech não teve a maior receita de sua história na atual gestão da Caixa. Segundo a instituição financeira, os atuais dirigentes conseguiram um desconto linear de 15% para os cofres da Caixa com a renovação do contrato em 2003. Ainda segundo o banco, esse foi o primeiro desconto obtido em negociação com a Gtech num período de seis anos de contrato.

 

Segundo a nota informativa, os valores recebidos da Caixa pela Gtech, de 1997, ano em que começou a prestar serviços para o banco, até 2002, subiram 415% no período, passando de R$ 77,7 milhões por ano até R$ 400,3 milhões por ano, apesar do crescente aumento no número de transações. Esses valores caíram para R$ 329,8 milhões em 2003, quando foi assinada a renovação. O custo unitário das transações efetuadas nas lotéricas caiu de R$ 0,29 em 1997 para R$ 0,11 em 2003 (valores atualizados monetariamente).

 

Durante a CPI, o presidente do banco, Jorge Mattoso, entregou uma carta aberta aos parlamentares com um histórico da relação contratual da Caixa com a Gtech e detalhes sobre a internalização do processamento lotérico, que estará concluído até o ano que vem, com a completa substituição da Gtech nas lotéricas da Caixa. Ele ainda ressaltou o aprisionamento ao qual a Caixa esteve submetida por longo tempo. O rompimento de contrato com a Gtech prejudicaria todos os serviços prestados pelas lotéricas à população e não seria possível abrir licitação para contratar outros fornecedores.

 

A renovação do contrato em 2003 teria sido necessária, sendo que a instituição se beneficiou com desconto no valor contratado e com a transferência da base histórica de dados para a Caixa, que estava em poder unicamente da Gtech. A Caixa conseguiu ainda que a Gtech renunciasse às ações de justiça que a impediam de contratar correspondentes bancários comerciais.

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