Produtores brasileiros de sucos tropicais vão expor na Alemanha

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O projeto Tropical Juice Brazil, montado pela Associação das Indústrias Processadoras de Frutos Tropicais (ASTN) e apoiado pela agência governamental Apex, que desde 2001 vem desenvolvendo ações para se firmar no mercado consumidor europeu e aumentar o volume das exportações, parte agora para sua segunda etapa, com apoio da agência governamental Apex. E já tem lugar garantido na Feira Internacional de Comércio de Alimentos e Bebidas (Anuga), que começa neste fim de semana na cidade de Colônia, Alemanha.

Para atingir seus objetivos, a estratégia articulada entre os produtores foi a criação do selo de qualidade Tropical Juice Brazil. A iniciativa permite maior inserção e aceitação nos mercados consumidores externos, já que o selo assegura que todas as especificações técnicas e requisitos fitosanitários exigidos foram atendidos. È uma garantia de procedência e qualidade

De acordo com o presidente da APEX, Juan Queirós, a feira alemã possibilitará aos produtores brasileiros firmar bons contatos com o mercado alemão e plantar boas sementes para futuras parcerias. Ele explicou que a Anuga é a mais importante feira de alimentos e bebidas industrializadas do mundo e, portanto uma excelente oportunidade para realizar novos negócios. “Lá pode ser dada visibilidade aos produtos brasileiros, mostrando ao mundo a qualidade das nossas mercadorias e transmitindo uma boa imagem do Brasil.”

Segundo os coordenadores do programa, existe hoje, no marcado globalizado, uma crescente preocupação em consumir produtos saudáveis, o que favorece a inserção dos sucos brasileiros, principalmente pela variedade de sabores, como a manga, acerola, cupuaçu, caju, goiaba, pitanga e tantos outros ainda pouco conhecidos.

 

Etélio Prado

O presidente da ASTN, Etélio Prado, diz que feira será uma boa oportunidade do Brasil trabalhar sua imagem e tornar-se também um pólo exportador de mercadorias industrializadas, lembrando que ao se agregar valor aos produtos “in natura”, há aumento de renda para as empresas, além de gerar de empregos e divisas para o País.

Dados coletados pela ASTN indicam que o mercado mundial de sucos movimenta cerca de US$ 5 bilhões todos os anos. Desde o início do projeto, o Brasil aumentou a participação em volume de exportação. Em 99, era responsável por apenas US$ 16 milhões, hoje responde por US$ 161 milhões no mercado internacional e ocupa a oitava posição no ranking.

Para ficar à altura dos parceiros europeus, os produtores de sucos tropicais têm desenvolvido várias estratégias de marketing e de análise de mercado, além de aprimorar a qualidade dos produtos para se adequarem as normas mundiais de produção. Durante a primeira fase do projeto, os técnicos cuidaram da capacitação dos produtores. Foram realizados workshops, seminários e treinamentos com o objetivo de disseminar a necessidade de uma melhor qualidade dos produtos, desde a plantação na pequena propriedade até a entrega no mercado externo.

O programa também elaborou uma radiografia do setor, com indicações e propostas para melhor integração entre produtor e o processador, capacidade logística e mapeamento do mercado internacional. “O volume das exportações tem aumentado exponencialmente desde o início do Projeto. E isso se deve ao trabalho de diminuir as distâncias entre quem produz, quem processa e quem produz, além da preocupação de planejar a produção e de estudar o mercado” concluiu Etélio Prado.

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