Radialistas rejeitam proposta patronal

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Radialistas rejeitam proposta patronal (Foto: Sindicato dos Radialistas)

Em assembleia geral realizada na noite desta quarta-feira, 10, os radialistas decidiram rejeitar a proposta patronal, que estabelece em 7,5% o índice de reajuste dos salários da categoria. O presidente do Sindicato dos Radialistas de Sergipe, Fernando Cabral, informou que este percentual sequer cobre a inflação do período avaliada em 8,34%. “Por esta proposta, teríamos um prejuízo de 0,84%”, observou o sindicalista.

Nesta quinta-feira, 11, o presidente do Sindicato dos Radialistas encaminhará, ao sindicato patronal, o resultado da assembleia e o resumo da pauta de reivindicações. Segundo Cabral, os representantes das empresas e os radialistas se reunirão na quarta-feira da próxima semana, dia 17, em rodada de negociação, a ser mediada pela Superintendência Regional do Trabalho e Emprego (SRTE).

Pela pauta, os radialistas defendem reajuste de 15,74%, que seria a reposição da inflação do período acrescido de 50% do crescimento do faturamento das empresas. Segundo Cabral, as empresas apresentaram crescimento de 14,6% no faturamento na região Nordeste. Cabral ressalta que o sindicato decidiu reduzir algumas cláusulas econômicas para não se caracterizar intransigência.

Fora da realidade

Mas a classe patronal não acata o índice de reajuste salarial proposto pelo Sindicato dos Radialistas. “É preciso considerar que hoje há uma grande crise que está afetando todas as empresas, principalmente as empresas de comunicação e esta reivindicação está fora da realidade”, considerou o empresário Elenilton Santana, presidente do Sindicato das Empresas de Comunicação de Sergipe.

Elenilton garante que o sindicato patronal está aberto às negociações, mas mantém a proposta de reajuste em 7,5%. “O que eles [os radialistas] estão pedindo é uma coisa que tem que se discutir bastante para se chegar a um acordo, mas o que eles apresentam [14,6% de crescimento no faturamento] é um dado fictício, o sindicato dos radialistas está mal informado”, comentou.

Por Cássia Santana

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