Remoção do poço de petróleo será avaliada pela Petrobras

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Município de Santo Amaro das Brotas defende retirada de poço (Fotos: Ilustrativa/ Arquivo Portal Infonet)

A manifestação realizada por desempregados e representantes da Prefeitura de Santo Amaro das Brotas nas primeiras horas da manhã desta segunda-feira, 11, em frente à sede da Petrobras em Aracaju, pedia pela desativação do poço de extração de petróleo no município. De acordo com o assessor de comunicação de Santo Amaro, Moisés Guedes, durante à tarde, a estatal enviou um representante da região Sergipe/Alagoas para discutir a situação e os entendimentos finais foram positivos.

Segundo o assessor, a Petrobras teria prometido um estudo para realocação do poço de extração para parte do terreno, cedendo espaço para construção da fábrica de cimentos, objeto de interesse tanto do município, como da parcela da população desempregada.

“O primeiro ponto que queríamos era quebrar esse silêncio da empresa perante o município, o que já avaliamos como positivo após a reunião. E sobre a demanda, eles consideraram a possibilidade de retirar o poço e colocá-lo em outro lugar, mas para isso será preciso um estudo feito por engenheiros e técnicos de segurança de trabalho da estatal. Em uma semana devemos ter uma resposta”, contou Guedes.

Moisés Guedes: resultado da reunião foi positivo

Moisés Guedes acrescentou que todos os pontos discutidos na reunião serão passados a ‘Apodi’, empresa interessada na construção da fábrica de cimentos no local. No entender dos desempregados e do município de Santo Amaro, a presença da fábrica renderá mais benefícios à população do que a atividade petroleira no terreno. Arrecadamento do município e oferta de empregos são os pontos chaves da reinvindicação.

Petrobras

A Petrobras se manifestou por meio de nota. Veja na íntegra:

"A Petrobras informa que, ao longo de seus mais de 50 anos de atividade no Estado, sempre esteve empenhada em todas as iniciativas que contribuam para desenvolvimento de Sergipe, atuando na na busca de soluções técnica e ambientalmente adequadas que envolvam suas operações.

A área pleiteada pela empresa de cimento Apodi está situada numa concessão da Petrobras no Campo de Carmópolis, onde estão instalados três poços de petróleo (um em produção e dois inativos) e em cujo subsolo existe formação de petróleo e gás.

Considerando que a atividade pretendida pela Apodi prevê o uso de explosivos (“plano de fogo”), existem riscos que evidentemente não podem ser desconsiderados para a convivência de ambas as atividades.

A Petrobras sempre se fez presente em todas as reuniões para as quais foi convidada, com participação do Governo do Estado e de sua Secretaria de Desenvolvimento, da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis e do Departamento Nacional de Produção Mineral, além da própria empresa Apodi. Nessas reuniões ficou acordada a necessidade de realização de estudos técnicos, pela Apodi, que garantam as condições para a segurança operacional e das comunidades do entorno. Tais estudos ainda não foram apresentados pela Apodi.

A Petrobras respeita a liberdade de manifestação, desde que não impacte a liberdade de ir e vir e continua permanentemente aberta ao diálogo, na expectativa de que a solução técnica deverá ser plenamente alcançada."

Por Ícaro Novaes e Verlane Estácio

A matéria foi alterada para acréscimo de nota enviada pela Petrobras.

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