Sem salário, merendeiras do município entram em greve

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Com cerca de 180 merendeiras paradas, alunos ficam sem merenda (Foto: Força Sindical)

Com o salário do mês de julho atrasado, as merendeiras das escolas públicas municipais e creches, suspendem os serviços a partir desta terça-feira, 23. As profissionais alegam que sem salário e ticket alimentação não dá para manter os serviços. Com as mais de 180 merendeiras paradas, alunos destes estabelecimentos de ensino ficarão sem merenda. Na manhã desta terça-feira, 23, a categoria realizou assembleia e decidiu entrar em greve.

O problema com os atrasos começou no ano passado. Segundo a merendeira Jaqueline Oliveira, desde o mês de dezembro de 2015, que os salários começaram a atrasar. “A gente está sem salário há um mês e com as contas vencidas”, reclama.
Já a merendeira Antônia Olímpio reclamou da falta de estrutura nas cozinhas das escolas para fazer os alimentos. “Muitas vezes a gente tem que levar sal, corantes e outros itens de casa, porque falta na escola. Isso acontece sempre”, denuncia.

Protesto

Apoiadas pela Força Sindical, na próxima sexta-feira, 26, as merendeiras sairão em caminhada pela Avenida Barão de Maruim até a sede do Ministério Público do Trabalho (MPT) para formalizar uma denúncia contra os atrasos. “As merendeiras aprovaram em assembleia realizada na manhã de hoje, pela greve e pela mobilização, que vai ocorrer na sexta-feira, para reivindicar direitos trabalhistas”, disse Rogério Tude, diretor de formação sindical da Força Sindical.

Semed

A assessoria de comunicação da Secretaria Municipal da Educação (SEMED) confirmou que houve atraso nos repasses para algumas empresas terceirizadas. Ainda segundo a assessoria a expectativa é de que a empresa terceirizada, a qual as merendeiras prestam serviço, seja paga amanhã (quarta-feira,24).

Por Eliene Andrade

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