Sergas afirma que venda da empresa é especulação

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Empresa bateu recordes de vendas de gás em 2016 (Foto: Ascom Sergas)

A Sergipe Gás S.A. (Sergas) negou nesta quarta-feira, 17, que haja negociações para venda de participação da companhia. Atribuindo a especulações, a assessoria de comunicação da distribuidora sergipana de gás natural informa que não existe nenhum estudo de viabilidade econômica e jurídica para sua comercialização.

“A venda da Sergas está no campo da especulação. Não existe nenhum estudo e nem se iniciou alguma conversa para alienação. A empresa atingiu em 2016 sua melhor marca na comercialização de gás natural do segmento residencial com um crescimento de 21%. Não é uma empresa deficitária, com isso não existe motivo para venda”, explica Giovani Allievi, assessor de comunicação da Sergas.

A empresa também desmente as notas que saíram em alguns veículos da imprensa informando que o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) estaria negociando a o processo de desestatização das companhias de gás de nove estados, entre eles Sergipe. E que esses estados estariam negociando a inclusão no Programa de Parcerias de Investimentos (PPI), criado pelo Governo Federal em 2016.

“O que se especulava é que o Governo Federal iria perdoar as dívidas dos estados com a previdência e em contrapartida eles teriam que privatizar empresas, a exemplo da Sergas. Mas tudo não passa de hipotese, até porque o presidente Temer assinou esta semana uma medida provisória que permite o parcelamento da dívida dos municípios com o INSS em até 200 parcelas”, explica.

Capital

O capital da Sergas é composto por recursos oriundos de entidades públicas e privadas, sendo, atualmente, formada pela participação dos seguintes acionistas: Governo do Estado de Sergipe, Mitsui Gás e Energia do brasil Ltda. (empresa pertencente ao grupo japonês Mitsui & Co., Ltda.) e Petrobras Gás S.A. – Gaspetro (empresa subsidiária da Petrobrás). De acordo com a assessoria de comunicação, no caso de uma venda da empresa a MItsui teria preferência na compra, por ser uma das acionistas e constar em contrato.

Por Raquel Almeida

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