Sergipe cai para 7º no ranking de mulheres na produção agropecuária

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Número de mulheres produtoras cresceu, mas não como os outros estados (Foto: Pixabay)
Coordenador do IBGE mostrou dados do Censo 2017 (Foto: Portal Infonet)

O estado de Sergipe caiu da primeira para sétima colocação no número de mulheres produtoras agropecuárias. De acordo com dados do Censo 2017, divulgados na manhã desta quinta-feira, 26, apesar de os dados percentuais avançarem três pontos desde o último levantamento, saindo de 19% em 2006 para 22% em 2017, Sergipe foi ultrapassado por estados como Bahia, Pernambuco, Amapá e Alagoas.

A direção dos estabelecimentos por mulheres é um traço associado a agricultura familiar, segundo o coordenador de divulgações do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), Vinícius Rocha. “Geralmente esses estabelecimentos são menores, com destinação para a agricultura familiar, e essas características estão mais presentes na Região Nordeste do que em outras regiões do país”, afirma.

Outro resultado apontado pelo Censo 2017, revela que o produtor está ficando cada vez mais velho. “O percentual de produtores com mais de 45 anos é bem maior que em 2006, e com isso é preciso analisar a questão da reposição, porque tradicionalmente era uma prática que era passada entre gerações, e isso em alguma medida está se perdendo, por isso a idade média vai ficando cada vez mais velha”, analisa.

De acordo com o coordenador, o Censo também apontou uma redução no número de estabelecimentos agropecuários na região nordeste nos últimos anos. “São mais de 9,9 milhões de hectares a menos no Nordeste, o que equivaleria, grosso modo ao estado do Pernambuco. Em Sergipe nós tínhamos mais de 100 mil estabelecimentos em 2006, e em 2017 nós tivemos pouco mais de 93 mil”, explica.

por Yago de Andrade

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