Sergipe perdeu mais de 11 mil empregos no último ano

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Comércio sergipano foi um dos atingidos pelo desemprego (fotos : Portal Infonet)

O Estado de Sergipe perdeu 11.233 postos de trabalho no último ano (junho de 2015 a junho de 2016), contabilizando uma retração de 3,69% no nível de emprego. Essa informação é do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (CAGED) que divulga o segundo ano consecutivo de queda no número de empregos no Estado.

O economista do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos, Luiz Moura, ressalta a preocupação com esses números já que a crise nacional também atingiu o Estado alterando toda a economia local. “O Estado deixou de pagar alguns fornecedores, alguns terceirizados, e somado ao atraso no salário do servidor público, atingindo o comércio e nossa economia. O Estado é o principal empregador de Sergipe e algumas categorias estão sem reajuste há três anos. Então, o que você comprava há três anos, não compra mais”, explica.

Os setores de atividades que mais contribuíram para a queda nos empregos foram o da Construção Civil (-632 postos), do Comércio (-444 postos) e da Indústria de Transformação (-366 postos), cujos saldos superaram a expansão do emprego nos setores da Agropecuária (+386 postos) e da Indústria de Transformação (+366 postos).

Índices ruins

Luiz Moura não vislumbra melhora em índices de emprego para este ano

Ao consultar os índices econômicos, o economista não vê uma melhora desses números de emprego para os próximos meses. Ele explica que para reverter esses índices de desemprego necessita-se que alguns índices melhorem e isto não vem ocorrendo. “Para voltarmos a crescer  é preciso a melhoria de alguns indicadores. Precisamos aumentar a arrecadação, aumentar o consumo e aumentar o crédito para as famílias, mas isso não está acontecendo. Pelo contrário, o que vemos é o aumento da inadimplência”, enumera Luiz Moura, que acredita que o ano de 2016 seja fechado em números negativos de emprego.

2017

Ao ser questionado sobre as notícias nacionais de melhora dos índices econômicos para 2017, Luiz Moura é enfático em dizer que acredita em especulações políticas. “Por enquanto não podemos afirmar nada para o próximo ano. O que temos até agora, não mostra esta melhora. Essas manchetes são muita euforia para dizer que a mudança da presidência melhorará a economia, mas  por enquanto não existe nada de fato que confirme essa melhora”, comenta.

Por Raquel Almeida 

Evolução do emprego formal em Sergipe – 2003 a 2016

Comportamento do emprego segundo setores de atividade econômica 

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