
O estado de Sergipe terá um orçamento de R$ 2,76 bilhões para o Fundo Constitucional de Financiamento do Nordeste (FNE), importante executor de programas de financiamento para o desenvolvimento inclusivo e a redução de desigualdades regionais. Ao todo, o fundo contará com orçamento recorde de R$ 52,6 bilhões para 2026.
Segundo o Governo Federal, 62% dos recursos totais, equivalente a R$ 32,6 bilhões, serão direcionados aos pequenos produtores rurais, microempreendedores e empresas de pequeno porte. Já os empreendimentos de médio e grande porte, classificados como não prioritários, terão à disposição R$ 20 bilhões (38% do total).
O plano de investimentos do fundo foi aprovado durante a 36ª reunião ordinária do Conselho Deliberativo da Sudene (Condel), presidida pelo secretário-executivo do Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional, Valder Ribeiro.
Ainda conforme a gestão federal, a aprovação do orçamento cumpre as diretrizes da Política Nacional de Desenvolvimento Regional (PNDR), já que promove a geração de renda e cria oportunidades de crescimento econômico para frentes prioritárias.
Prioridades
Entre as prioridades de financiamento, destaca-se a agricultura familiar, que ganha protagonismo através do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf). O programa é a maior linha de crédito do FNE para 2026, com uma reserva de R$ 11,69 bilhões. Esse valor corresponde a 22,2% de todo o orçamento do fundo, ressaltando o compromisso com a segurança alimentar, dignidade e inovação no campo. Em complementaridade, o FNE Rural representa a segunda maior fatia do orçamento (14,5%), e vai dispor de R$ 7,60 bilhões para o próximo exercício.
Além do fortalecimento rural, as linhas voltadas diretamente à sustentabilidade e infraestrutura urbana somam mais de R$ 11 bilhões na projeção de investimentos. A programação destina R$ 5,06 bilhões para o FNE Verde, focado em tecnologias sustentáveis e preservação, e R$ 6,28 bilhões voltados para o FNE Proinfra, que abrange investimentos em energias renováveis e saneamento básico.
No contexto do empreendedorismo nas metrópoles, o FNE PNMPO (Microcrédito Urbano) conta com orçamento de R$ 5,25 bilhões e o FNE MPE (Micro e Pequenas Empresas) tem participação de R$ 5,06 bilhões.
Distribuição por UF
A estratégia para 2026 foca na manutenção do equilíbrio entre os estados beneficiados pelo fundo. Segundo o superintendente de políticas do Banco do Nordeste (BNB), Irenaldo Rubens, a proposta da Sudene foi manter a equidade na distribuição. “A Sudene propôs fazer a mesma proporção de recursos do ano passado. Todos os estados tiveram 11% de crescimento na disposição de recursos do FNE”, explicou durante a apresentação dos dados. Confira a distribuição dos recursos do FNE para 2026 – incluindo áreas do semiárido em Minas Gerais e Espírito Santo:
- Bahia R$ 11,09 bilhões (21,1%)
- Ceará R$ 7,01 bilhões (13,4%)
- Pernambuco R$ 6,27 bilhões (11,9%)
- Maranhão R$ 5,57 bilhões (10,6%)
- Piauí R$ 5,12 bilhões (9,8%)
- Rio Grande do Norte R$ 3,70 bilhões (7,0%)
- Paraíba R$ 3,65 bilhões (7,0%)
- Minas Gerais R$ 3,19 bilhões (6,1%)
- Alagoas R$ 2,82 bilhões (5,4%)
- Sergipe R$ 2,76 bilhões (5,3%)
- Espírito Santo R$ 1,32 bilhões (2,5%)
Com informações do Governo Federal
