Sergipe segue com a 3ª maior taxa de desocupação do país

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O nível de ocupação registrado é de 44,8%. (Foto: Marcello Casal Jr./Agência Brasil)

No 2º trimestre de 2021, a taxa de desocupação (19,1%), ou desemprego, apresentou uma estabilidade estatisticamente em relação ao 1º trimestre de 2021. Apesar de estável, Sergipe segue com a 3ª maior taxa de desocupação do país, ficando atrás de Pernambuco e da Bahia (com 21,6% e 19,7%, respectivamente). Enquanto isso, as menores taxas foram registradas em Santa Catarina (5,8%), Rio Grande do Sul (8,8%) e no Mato Grosso (9,0%).

O nível da ocupação (44,8%), que é o percentual de pessoas ocupadas (860 mil) no total da população com 14 anos ou mais de idade (1,920 milhão), variou em 7,9% em relação ao mesmo período do ano anterior, indicando um aumento. Todavia, não houve variação estatisticamente significativa em relação ao trimestre anterior.

Em 14 estados, sendo todos do Nordeste, o nível de ocupação ficou abaixo de 50% neste primeiro trimestre de 2021. Em Alagoas, apenas 39% das pessoas em idade de trabalhar estavam ocupadas. O Rio de Janeiro também aparece nessa lista, apenas 46,7% tinham um trabalho.

A taxa de participação na força de trabalho (55,4%), que representa o percentual de ocupados (860 mil) e desocupados (203 mil) no total da população com 14 anos ou mais de idade, apresentou uma estabilidade estatística em relação ao primeiro trimestre de 2021 e o mesmo trimestre na comparação com o ano anterior. A força de trabalho no primeiro trimestre de 2021, que contabilizava 1.063 milhão de pessoas, apresentou estabilidade em relação ao trimestre imediatamente anterior, mas na comparação com o 2º trimestre de 2020, apresentou uma variação de 7,1%.

Já o contingente de pessoas fora da força de trabalho (857 mil) apresentou estabilidade estatística em relação ao primeiro trimestre de 2021 e na comparação com o 2º trimestre de 2020. Conceitualmente, as pessoas fora da força de trabalho nem estavam trabalhando nem haviam tomado providência para conseguir um trabalho. Já a população desocupada ou sem emprego (203 mil pessoas), não apresentou variação estatisticamente significativa em relação ao trimestre anterior, nem sofreu alteração em relação ao 2º trimestre de 2020.

Considerando as posições na ocupação, o setor e a categoria do emprego no trabalho principal, no setor privado, o número de pessoas sem carteira de trabalho assinada é estimado em 151 mil pessoas, e não apresentou variação estatisticamente significativa em relação ao trimestre anterior, mas teve um aumento de 26,6% em relação ao 2º trimestre de 2020. Já o número de pessoas com carteira assinada no setor privado (197 mil) manteve-se estável na comparação entre os trimestres. Em Sergipe, o percentual de pessoas com carteira assinada no setor privado é de 56,6% e este foi o 4º menor percentual do país. O menor ficou com o Maranhão (49,2%) e o maior em Santa Catarina (90%).

No grupo de trabalhadores que são empregadores (28 mil), na comparação entre o trimestre imediatamente anterior e o 2º trimestre de 2020, não houve variação estatística. Porém, no caso dos trabalhadores por conta própria (252 mil) houve uma variação de 16,7% de pessoas nesta condição que não possuem o Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica (CNPJ), na comparação com o 2º trimestre de 2020.Inclusive, é importante ressaltar que 29,3% da população ocupada atua por conta própria em Sergipe. A média no Brasil é de 28,3%. O Amapá lidera esse ranking, com 37,7% da população ocupada atuando por conta própria.

Em relação à taxa de informalidade no 2º trimestre de 2021, em Sergipe, 53,1% da população ocupada atua de forma informal. Este é o 8º maior percentual no país. As maiores taxas ficaram no Pará, Maranhão (ambos com 60,5%) e Amazonas (59,7%). Já as menores estão em Santa Catarina (26,9%), Distrito Federal (30,7%) e São Paulo (31,1%).

Considerando os grupamentos de atividade do trabalho principal, na comparação com o 1º trimestre de 2021, não houve variação estatística em nenhum segmento. Porém, na comparação com o 2º trimestre de 2020, o setor de Agricultura, pecuária, produção florestal, pesca e aquicultura teve um aumento de 33,8% ou 34 mil pessoas a mais e o setor de construção registrou aumento de 30,6% nesta comparação, com 16 mil pessoas a mais.

Em relação ao rendimento médio real habitual de todos os trabalhos das pessoas ocupadas (R$), no primeiro trimestre de 2021, foi estimado em R$ 1.944 e não apresentou variação estatisticamente significativa em relação ao mesmo trimestre do ano anterior e, também, em relação ao trimestre anterior.

Fonte: IBGE

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