Servidores do TJ esperam fim do auxílio moradia

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Plínio: cortes nos gastos (Foto: Arquivo Portal Infonet)

Os servidores do Poder Judiciário aguardam ansiosos pela resposta, prometida, do desembargador Luiz Mendonça, presidente do Tribunal de Justiça de Sergipe. O desembargador, segundo os dirigentes do Sindicato dos Servidores do Poder Judiciário de Sergipe (Sindijus), teria se comprometido a encaminhar um posicionamento até esta terça-feira, 19. Na quarta-feira, 20, os servidores realizarão assembleia geral a partir das 15h30 na sede da Sociedade Semear para avaliar a postura do presidente do TJ quanto às reivindicações da categoria.

O Portal Infonet tentou, sem sucesso, conhecer a posição do desembargador. A assessoria de imprensa do Tribunal de Justiça de Sergipe informou que Luiz Mendonça se reservará a apresentar a proposta aos representantes do sindicato. Segundo o coordenador de relações institucionais do Sindijus, Plínio Pugliese, o desembargador esteve reunido com as lideranças do sindicato na semana passada e, nesta oportunidade, se comprometeu a se manifestar quanto à pauta de reivindicações da categoria.

“O presidente do tribunal sinaliza desde o ano passado possibilidade de reduzir gastos com cargos comissionados, estamos na expectativa de que ele [Luiz Mendonça] seja o primeiro gestor do tribunal a reduzir estes gastos para reconstruir a saúde financeira do Tribunal de Justiça de Sergipe”, enalteceu o sindicalista.

Pauta

Na pauta de reivindicações, estão contidos itens que mexem diretamente com os interesses financeiros dos próprios desembargadores. Além de propor redução no número de cargos comissionados que consome algo em torno de 35 milhões anuais, o Sindijus defende a suspensão imediata do auxílio moradia pagos aos desembargadores, no valor de R$ 4,377,00. Este valor é superior ao salário de um analista de nível superior e corresponde ao dobro do salário de um técnico judiciário, que se apresenta como maior no quadro funcional, segundo o Sindijus. No ano passado, conforme o sindicalista, este benefício custou cerca de R$ 7 milhões aos cofres públicos.

Em contrapartida, os servidores defendem reajuste salarial para cobrir os efeitos da inflação acumulada no ano passado, que ultrapassou a casa dos 10%, equiparação do auxílio alimentação ao mesmo benefício concedido a juízes e desembargadores, aumento de 2% para 3% da gratificação concedida a cada dois anos a título de progressão, criação de gratificação de escolaridade para aqueles que ingressaram com nível médio e atualmente conquistaram o nível superior e correção dos prejuízos causados com as mudanças da carreira implementadas em 2010.

Por Cássia Santana

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