Servidores dos Correios em Sergipe deflagram greve

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Servidores planejam outra mobilização para esta sexta, 19 (Fotos: Portal Infonet)

Os servidores dos Correios em Sergipe decretaram nesta quinta-feira, 18, greve por tempo indeterminado. A categoria reivindica segurança nos postos de atendimento, além de reajuste de 8,7%, reposição inflacionária e pede pela não privatização da empresa.

De acordo com o presidente do Sindicato dos Trabalhadores dos Correios (Sinditect), Sérgio Lima, a disparidade de salários dentro da instituição é gritante. Ele conta que, enquanto o salário base gira em torno de R$ 940, existem funcionários do alto escalão que recebem R$ 48 mil. “A hora de dizer que nosso salário é uma porcaria é agora. Vamos acordar e lutar”, declarou o sindicalista em frente à agência da rua Acre.

Além da preocupação com as questões salariais, o sindicato destaca a falta de segurança nas agências e teme a violência a qual alguns funcionários podem ser submetidos. “Já tivemos três mortes dentro dos Correios em Sergipe, que foram provocadas pela falta de segurança nas agências”, relata Sérgio. Ele ainda acrescenta que houve um tempo em que o serviço de banco postal foi paralisado, época em que número de assaltos reduziu significativamente, porém, que a empresa conseguiu derrubar a ação judicial que era a favor dos trabalhadores.

Sérgio Lima, presidente do Sinditect

Outras queixas dos trabalhadores são a iminência de privatização, que, segundo o presidente do sindicato, vai gerar a terceirização dos serviços, além da falta de diálogo com os Correios. “Eles pegam nossa proposta e jogam no lixo, só querem pagar a inflação. Além disso, querem meta de produtividade e que sejam produzidos R$ 100 milhões até o fim do ano”, finaliza.

Para esta sexta-feira, 19, a categoria planejou uma nova mobilização em frente à agência da rua Acre.

Correios

Em e-mail enviado ao Portal Infonet, a assessoria de comunicação dos Correios informou que estava aguardando o posicionamento oficial do Grupo de Trabalho da Continuidade dos Negócios, organizado pela empresa para definir as ações neste momento de greve, e que, posteriormente, todos os esclarecimentos seriam prestados.

Por Monique Garcez 

* A matéria foi alterada às 07h55 do dia 19 para acréscimo de nota dos Correios.

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