Setor de calçados cumpre acordos e aumenta empregos

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Crescimento do índice de empregos no setor é de 12% (Foto: Alejandro Zambrana/Sedetec)
Diante das recentes avaliações por parte de sindicatos ligados ao setor calçadista de que as demissões vêm aumentando no início de 2011, o Governo do Estado, através da Companhia de Desenvolvimento Industrial e Recursos Minerais de Sergipe (Codise), iniciou uma fiscalização direta junto às empresas para esclarecer situação. O próprio secretário Zeca da Silva, da Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico, da Ciência e da Tecnologia (Sedetec), recebeu em audiência o presidente do Sinditêxtil, Gizeldo Santos, na segunda quinzena de fevereiro.

“É prioridade do Governo a manutenção e a ampliação do nível de emprego. E as empresas que são parceiras nossas, inclusive recebendo incentivos, devem cumprir sua parte. Nesse ponto somos inflexíveis, ainda que estejamos abertos ao diálogo sempre”, frisou o secretário Zeca da Silva, ressaltando ainda o importante papel que o movimento sindical desempenha em situações desse tipo. “Valorizamos as parcerias com os setores empresarial e sindical, porque elas resultam em avanços para a população”.

Cientes da responsabilidade governamental no assunto, o diretor-presidente da Codise, Décio Portella, e o diretor industrial da companhia, João Lima, iniciaram na última terça-feira, 29 de março, visitas às fábricas localizadas no interior do estado, primeiramente as do setor calçadista. “A determinação do secretário Zeca da Silva é que façamos esse tipo de abordagem no sentido de identificarmos eventuais problemas”, observou Décio Portella.

As primeiras empresas a receberem a Codise foram Calçados Hispana (Vulcabrás Azaléia), em Frei Paulo, e West Coast, em Nossa Senhora Aparecida. “Na West Coast temos a expectativa de contratação de aproximadamente 400 pessoas, que estão sendo capacitadas. A empresa tem uma unidade em Salgado, com cerca de 100 funcionários, e pleiteia apoio para uma nova planta em Nossa Senhora da Glória”, destacou Décio.

Ainda na avaliação do diretor-presidente da Codise, o setor calçadista passa por um momento muito positivo. “Temos ainda a Dakota, que será ampliada em Simão Dias, e, com isso, a empresa empregará 1.600 pessoas. E estamos trabalhando para viabilizar outra unidade para Poço Verde, com mais 1.500 vagas. Ou seja: é um mercado em que a mão-de-obra não fica sem vagas por conta das empresas que estão ou entrarão em operação”.

Mas foi a visita à Calçados Hispana que trouxe os números mais surpreendentes. “Houve, sim, uma mudança nos quadros nas quatro plantas em operação em Frei Paulo, Lagarto, Ribeirópolis e Carira. No final de 2010, para atender a demanda projetada para o fim de ano, a empresa atingiu um pico de 4.100 empregados. Exatamente como acontece no comércio e na indústria de chocolate, por exemplo, onde existem períodos de maior concentração de empregos, enfim, sazonalidades típicas, que podem ser consideradas normais também no segmento calçadista. O que devemos observar é que em janeiro de 2010 eles tinham 3.400 funcionários e hoje são 3.800. Isso representa um crescimento de 12% em pouco mais de um ano. E a empresa pretende trazer outras linhas de produtos para Sergipe, o que aumentará ainda mais o número de empregos”, analisou Décio.

Para o dirigente da Codise, é oportuno o questionamento da área sindical, pois isso auxilia o governo. “Estamos sempre focados em oportunizar, em viabilizar a criação de mais empregos. Mas o alerta dos sindicatos contribui para que possamos fiscalizar e manter os acordos na íntegra. Por isso, essa interação é sempre bem vinda”, finalizou Décio, lembrando que as ações fiscalizadoras da Codise seguem também nos demais setores da economia sergipana beneficiados com incentivos governamentais.

Fonte: ASN

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