Sindicalistas discutem privatização de saneamento

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Representantes de 12 estados participaram do seminário (Fotos: Portal Infonet)

Na manhã dessa segunda-feira, 11, o Seminário Nacional de Saneamento reuniu dirigentes de sindicatos urbanitários de doze estados do país para discutir a situação do saneamento básico nacional. Na oportunidade, eles se posicionaram contra a privatização das empresas responsáveis pelos serviços e deunciaram más condições de trabalho e falhas nos serviços prestados à sociedade. Segundo Sindicato dos Trabalhadores em Água, Esgotos e Recursos Hídricos do Estado de Sergipe (Sindisan), se houver privatização, tarifa de água e esgoto vai aumentar.

O presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Água, Esgotos e Recursos Hídricos do Estado de Sergipe (Sindisan), Sérgio Passos, alegou que a situação atual do Brasil vem fazendo com que a privatização das empresas ocorra. “Há um demonte articulado em todo o Brasil para jogar a sociedade contra as companhias de saneamento. A gente vê que as companhias não estão prestando os serviços que deveriam. As multinacionais estão interessadas em entrar no setor de saneamento”, explica. “Se a privatização acontecer, a sociedade vai sentir o impacto na tarifa”, completa.

“Se a privatização acontecer, a sociedade vai sentir o impacto na tarifa", diz Sérgio Passos

Ainda de acordo com ele, há más condições de trabalho e prestação de serviços à sociedade. “Trabalhamos em más condições, com falta de material básico e segurança. Isso acarreta uma má prestação de serviço. Quando um cidadão pede uma ligação de água, por exemplo, ela demora cerca quatro meses pra acontecer”, revela.

Companhia de Saneamento de Sergipe

A assessoria da Deso, empresa responsável pelo saneamento no Estado, alegou não haver discussão sobre a privatização. O assessor também informou que o responsável pela empresa é um engenheiro civil, já que o órgão também é responsável por obras. Sobre o tempo dos serviços prestados, Barbosa alega que há variáveis. “Cada caso é um caso. Há situações pontuais que variam entre um e outro”.

A Companhia de Saneamento de Sergipe – Deso possui mais de 40 itens de segurança individual. Passamos informações de como os colaboradores podem utilizar esses equipamentos e principalmente, quais os riscos aos quais estão expostos caso os EPIs não sejam utilizados.

A Deso tem atenção especial em apoiar e propiciar aos seus funcionários a ajuda necessária para desempenharem com qualidade e segurança as suas funções. Por isso a empresa vem investindo na prevenção de acidentes, seja com a compra e distribuição dos EPIs, seja com o trabalho de conscientização dos seus colaboradores.

De acordo com o presidente da Deso, Carlos Fernandes de Melo Neto, uma das missões da Deso é proporcionar a segurança do trabalhador. “Precisamos que os colaboradores da Deso também assumam esse compromisso, pois de nada adianta nós providenciarmos os equipamentos, passarmos as orientações, e quando chega o momento de utilizar os EPIs, se não tem alguém fiscalizando o serviço, o trabalhador não usar. É preciso ressaltar que esse trabalho é principalmente para o benefício dos próprios colaboradores. É um trabalho de formiguinha, mas quando o cuidado com a segurança no trabalho se tornar um hábito, ai nós teremos atingido nossos objetivos.”, destacou Carlos Melo.

*A matéria foi alterada às 16h36 para acréscimo de nota da Deso 

Por Jéssica França

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