Sindicatos não saem satisfeitos de reunião com o governo

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Sindicalistas pediam proposta concreta (Foto: Portal Infonet)

Representantes de 14 sindicatos saíram insatisfeitos da reunião com o vice-governador Belivaldo Chagas realizada na tarde desta segunda-feira, 3, no Palácio de Despacho.

Segundo a categoria, o governo não apresentou uma proposta a reivindicação unificada das categorias que inclui a aplicação dos direitos e vantagens salariais previstas nos recentes Planos de Cargos, Carreiras e Vencimentos (PCCVs) dos servidores e reposição salarial.

Para o presidente do Sindicato do Fisco de Sergipe (Sindifisco), Paulo Pedroza, o governo insiste em não apresentar uma proposta concreta. “Não tivemos nenhum novidade. Os números apresentados pelos secretários são publicados periodicamente e o que nós coloca apreensivos é que o governo não apresentou proposta nenhuma as nossas reivindicações, o que nos deixa preocupado porque falar de crise e que falta recurso não é novidade, agora a prioridade do governo tem que ser dada”, conta.

Segundo o presidente da Central dos Trabalhadores do Brasil (CTB/SE), Edval Goes, é preciso que o governo apresente as soluções. “Nós queremos que esse governo eleito pelo povo busque soluções para que possa remunerar bem os trabalhadores que estão três anos com salários defasados e têm suas famílias para sustentar. O governo fica colocando os números todo dia numa mesma nota só, mas queremos que o governo consiga buscar alternativas e soluções para que o acordo feito pelo governo em 2014 seja cumprido”.

Déficit da previdência

Segundo o vice-governador Belivaldo Chagas, o problema maior das contas do governo decorre do déficit da previdência social. “O objetivo não foi para bater o martelo do que vai ser feito, mas mostrar o número do estado. O problema é que todos os meses temos que pagar o déficit da previdência. Este ano o déficit da previdência vai chegar a R$ 950 milhões de reais, sendo que nós temos como orçamento total para a segurança pública em 2015 R$ 966 milhões de reais, portanto o déficit da previdência é quase que o orçamento para a segurança de 2015. O momento é reunir e receber sugestões. É fácil trabalhar com números. Temos hoje um déficit mensal da ordem de R$ 75 milhões de reais com a previdência, se fossemos conceder os 13.1% que o magistério está pedido, esse impacto seria de R$ 10 milhões por mês, R$ 3,5 milhões e meio na folha de inativos e R$ 6,5 milhões na folha de ativos”, conta.

Por Aisla Vasconcelos

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