Sindipetro diz que empresa obriga demitidos a fazer ato no Tecarmo

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Sindicalista revela que operários demitidos são obrigados a fazer aglomeração na porta do Tecarmo como forma de fazer pressão à Petrobras (Foto: Arquivo Portal Infonet)

O Sindicato Unificado dos Trabalhadores Petroleiros, Petroquímicos, Químicos e Plásticos nos Estados de Alagoas e Sergipe (Sindipetro) denuncia a formação de aglomeração de trabalhadores terceirizados da Petrobras na sede do Tecarmo, na Praia de Atalaia em Aracaju. De acordo com informações da sindicalista Gilvani Alves, diretora do Sindipetro, cerca de 15 operários foram demitidos na semana passadas e há empresa que mantém contrato com a Petrobras obrigando os demitidos a fazer ato, provocando aglomeração na porta do Tecarmo como forma de pressionar a Petrobras a não suspender os contratos que ainda estão em vigor.

A sindicalista entende que as demissões, assim como a suspensão de contratos, são medidas classificadas como “desumanas” em época de pandemia, declarada pela Organização Mundial de Saúde (OMS) frente à disseminação do coronavírus, cuja infecção, a Covid-19, já matou 14 pessoas em Sergipe e outros milhares de pacientes no mundo. Para a sindicalista, a empresa poderia buscar outros meios para evitar a suspensão dos contratos sem expor os trabalhadores nessa época de pandemia.

Em Sergipe, segundo a diretora do Sindipetro, as oito plataformas que estavam em operação, produzindo gás, entraram em hibernação e a Petrobras permanece suspendendo os contratos, que ainda estavam em vigor. Os trabalhadores efetivos da empresa estão sendo transferidos para outras unidades em outras regiões do país e os terceirizados estão sendo demitidos, sem um comunicado prévio, conforme Gilvani Alves. Segundo a sindicalista, os trabalhadores entraram em aviso prévio no dia em que foram comunicados sobre as demissões.

O Portal Infonet tentou ouvir a Petrobras. A assessoria de imprensa se comprometeu a dar um retorno ainda nesta segunda-feira, 4. O Portal Infonet permanece à disposição. Informações podem ser enviadas por e-mail jornalismo@infonet.com.br.

 

por Cassia Santana

 

 

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