Taxistas vão ao MP questionar alta no preço do GNV

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Taxistas temem que aumento até o final do ano chegue a R$ 2,40
O vice-presidente do Sindicato dos Taxistas de Sergipe (Sintax), Nilton Santos, esteve nesta segunda-feira, 7, no Ministério Público Estadual para solicitar uma audiência com a Promotoria de Justiça de Defesa do Consumidor para tratar do valor do GNV cobrado nos postos da capital.  De acordo com Nilton, o preço cobrado no Estado é abusivo.

Ele questiona que se o GNV fosse repassado diretamente da Petrobrás para os postos, sem ter que passar pela Sergás, o preço seria muito menor. “No preço que nos é repassado está embutido o lucro da distribuidora e dos postos, se não houvesse tanto intermediário o valor do produto poderia ser bem reduzido. Em outros Estados chega a sair a R$ 0,95, enquanto aqui pagamos R$ 1,69”, explica Nilton.

A Petrobras anunciou no final do ano passado que o aumento seria em torno de 11%, mas o valor repassado pela distribuidora Sergás para os postos foi de 8,56%. Os donos de postos ainda não definiram qual será o percentual real que o cliente terá que pagar a mais. Este é o primeiro de uma série de quatro reajustes que devem ocorrer durante este ano, a cada trimestre.

“Se em um ano terão quatro aumentos como vai ficar nossa situação? Vamos ter que aumentar a tarifa e nós não queremos prejudicar nossos clientes”. Ele estima que até o final do ano se o aumento continuar no ritmo que está o preço do GNV deve chegar a R$ 2,40. A reunião com o MP para discutir a questão será definida ainda esta semana, até lá Nilton afirma que irá mobilizar a categoria para tentar reverter essa situação.

Luciano Levita, presidente do sindicato dos postos de combustível
Solução inviável

De acordo com o presidente do Sindicato dos donos de postos de combustíveis, Luciano Levita, a proposta dos taxistas da distribuição ocorrer diretamente da Petrobras para os postos, não é o caminho correto para reivindicar um preço justo. “Isso é ilegal. Existe uma Lei que cria a distribuição em Sergipe. E a Sergás é detentora da rede de distribuição. Em todos os Estados têm uma empresa responsável por esse serviço”, ele acrescenta que pode até existir outra distribuidora no mercado, só que a instalação requer um custo muito alto e que essa alternativa seria a longo prazo.  

Levita aponta que uma alternativa possível seria questionar porque o preço do GNV em Sergipe, que é produtor do combustível, é maior do que em outros Estados. “Esse é um fator que deveria trazer benefícios para os consumidores sergipanos”, ressalta.

Por Carla Sousa

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