Vale dá novo passo para investir R$1,5 bi em Sergipe

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Se aprovado, projeto permitirá redução na importação de fertilizantes no país (Foto: Ascom/Semarh)

O secretário de Estado do Meio Ambiente e dos Recursos Hídricos (Semarh) e então presidente da Administração Estadual do Meio Ambiente (Adema) Genival Nunes Silva, recebeu das mãos do Gerente de Sustentabilidade e Relações Institucionais da Empresa Vale, Mauro Vieira Lima, dois importantes documentos que subsidiarão o pedido de Licença Ambiental de Instalação (LI), feito à Adema para análise e aprovação da implantação da Usina do Projeto Carnalita, um investimento de mais de R$ 1,5 bilhão, onde Sergipe passará a ser o único Estado do Brasil com extração de potássio, a partir do minério carnalita.

Menos de 10% do potássio que é utilizado em todo o país é produzido pelo Brasil. Segundo o secretário do Meio Ambiente, caso o resultado de todo o projeto sinalize positivamente para a implantação do empreendimento, o fato permitirá o aumento da produção de insumos agrícolas para todo o Brasil, contribuindo para a redução da dependência da importação de fertilizantes no país.

”Sergipe é o estado mais favorável à produção do potássio, principalmente a partir da rocha carnalítica. Quando o projeto entrar em operação, o Estado de Sergipe passará a possuir a maior planta de extração de potássio do Brasil, a partir da carnalita”, destaca Genival Nunes.

De acordo como o gerente da Vale, Mauro Vieira Lima, que coordena o licenciamento ambiental do projeto Carnalita em Sergipe, não há nenhum outro Estado, no Brasil, com extração desse tipo de minério. Explica que o potássio é um mineral com uma alta demanda no comércio brasileiro de fertilizantes, e que atualmente o país sofre com a baixa produção, sendo que este índice tende a aumentar, caso não haja novos investimentos para aumento da produção interna.

”Cerca de 8% do potássio é produzido pelo Brasil, o restante é importado. Desde muito é de conhecimento do Governo Federal essa fragilidade. A produção de potássio, a partir da Carnalita, reduzirá a dependência externa do país na importação deste insumo, essencial para a produção de fertilizantes.” , salienta, enfatizando que Sergipe é o estado brasileiro que possui rochas sedimentares mais favoráveis à produção do potássio.

Tecnologia

Para compor o processo, foi entregue à Adema dois importantes estudos, o Relatório de Controle Ambiental (RCA) e o Plano de Controle Ambiental (PCA). ”Estamos entregando dois estudos ambientais elaborados com todo rigor técnico-científico que requer um empreendimento dessa grandeza, considerando prioritárias as questões ambientais e a sustentabilidade do empreendimento, em todas as suas fases. Além disso, a VALE não medirá esforços para que o projeto seja inserido na região aproveitando todo o potencial relacionado aos recursos humanos, de modo a gerar um efeito sinérgico, melhorando direta ou indiretamente a qualidade de vida da comunidade na sua área de influência” ressalta o gerente da Vale, Mauro Vieira Lima.

Diferentemente do atual processo realizado em lavra subterrânea, a nova tecnologia aplicada pela Empresa Vale para a extração do potássio será desenvolvida através de Poços Subterrâneos. ”Esse é um grande diferencial. A mineração da Carnalita será realizada a partir da injeção de água em poços onde serão dissolvidos os sais da carnalita. A salmoura será então retirada do subsolo e processada na superfície”, explicou Genival Nunes, indicando menor impacto ambiental por meio da nova tecnologia.

Se os estudos de viabilidade econômica em curso forem aprovados, a produção inicial de cloreto de potássio está estimada a 1,2 milhão de toneladas anual, com boas perspectivas de vir a ser ampliada, no futuro.
Atualmente, a empresa também continua com a pesquisa geológica no Estado a fim de aferir, com mais detalhes, a reserva mineral disponível para a produção de potássio. A região de Capela, Japaratuba, Rosário do Catete, Maruim e outros municípios nas proximidades estão sendo estudados para a exploração do potássio, complementando outras regiões que já foram ou que ainda serão pesquisadas.

Carnalita

O Projeto Carnalita faz parte dos esforços da Vale para aumentar a produção de insumos para o mercado agrícola brasileiro e reduzir a dependência da importação de fertilizantes pelo Brasil. Atualmente, o país importa a maior parte do fertilizante que utiliza. O cloreto de potássio, classificado como fertilizante mineral simples, é usualmente misturado ao fósforo e ao nitrogênio na produção do Fertilizante Composto (NPK).

Vê-se, portanto, a grande magnitude do Projeto Carnalita de Sergipe, um dos empreendimentos da VALE, empresa brasileira das mais importantes do mundo na extração mineral, que sem dúvida é de importância ímpar para o desenvolvimento econômico-social do Sergipe, do Nordeste e do Brasil.

Fonte: Semarh

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