Vendedores ambulantes serão retirados do Ipesaúde

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Vendedores ambulantes serão retirados da frente do Ipesaúde (Fotos: Portal Infonet)

Os vendedores ambulantes que ocupam as calçadas do Ipesaúde receberam da Empresa Municipal de Serviços Urbanos (Emsurb) o prazo de 72h para recolherem seus materiais e saírem do local.

Os comerciantes foram notificados na última segunda-feira, 22, sob ameaça de, ao fim do prazo, terem suas barracas e produtos apreendidos pelo poder municipal. Nilton dos Santos, que vende alimentos na área há 25 anos, lamenta a decisão. “Ninguém falou com a gente para dar justificativas. Eu vendo aqui na lateral do Ipesaúde. É a primeira vez que isso acontece, e não sabemos o que vamos fazer, é nosso meio de sobrevivência, é como mantemos nossas casas. Somos pais de família e precisamos continuar aqui”.

Nilton dos Santos, ambulante, ressalta que venda de alimentos é sua forma de sustento 

José Adalberto Ramos é vendedor de longa data, e diz que não pode parar de trabalhar. “Estou aqui há 30 anos. Se tiver de sair, eu saio, não posso fazer nada. Vou procurar outro lugar para colocar minha ‘banquinha’ para continuar trabalhando, não posso parar”, protesta.

A assessoria de Comunicação do Ipesaúde diz que pediu apenas que os ambulantes fossem realojados para a área do estacionamento, na lateral da sede, que fica na rua Monsenhor Silveira. O pedido de realocação foi feito em virtude da reforma que deve ser realizada na rua Campos. A assessoria também enfatiza que o instituto tem ciência da necessidade dos vendedores.

José Adalberto dos Santos diz que não pode parar de trabalha 

A Emsurb, por sua vez, informa que a ação ocorre pontualmente em toda a capital, podendo se utilizar de ações ostensivas para retirar os ambulantes de determinadas áreas. “Recebemos o pedido para que eles fossem retirados do local. Existem regras para estabelecer a regularidade deste tipo de comércio, e são necessárias licenças. Já fizemos ações deste tipo no centro da cidade e continuaremos, pouco a pouco”, diz a assessoria de Comunicação.

Por Victor Siqueira e Jéssica França

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