Vigilantes do restaurante Padre Pedro param atividades

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A categoria alega atrasos nos salários há dois meses (Foto: Portal Infonet)

Os vigilantes que atuam no Restaurante Padre Pedro paralisaram as atividades nesta sexta-feira, 09, por falta de pagamento dos salários. A categoria alega que a empresa contratada pela Secretaria de Estado da Mulher, da Inclusão e Assistência Social, do Trabalho e dos Direitos Humanos (Seidh) não recebeu o repasse. A dívida seria de mais de R$ 1 milhão.

De acordo com o presidente do Sindicato dos Vigilantes de Sergipe (Sindivigilante), Hélio Rocha, os atrasos tem sido constantes. “Mais uma vez os vigilantes têm que cruzar os braços, porque od mês tem que parar para receber salário. Hoje já são 09 e a empresa diz que não tem previsão de pagar”, diz.

No Padre Pedro trabalham dez vigilantes, distribuídos por turno. Alisson Ricardo Dias trabalha no período da manhã e diz que a segurança no local é indispensável. “Sem salário não existe trabalho. Todo mês é isso, o aluguel e o financiamento ficam atrasados. A gente só volta a trabalhar quando o dinheiro estiver na conta. O restaurante vai funcionar, mas sem segurança, o que acontecer lá dentro não será nossa responsabilidade”, alerta o vigilante.

Seidh

A Seidh não tem poder de interferência na relação trabalhista estabelecida entre os vigilantes e a empresa contratada. De acordo com a diretoria financeira da Seidh, o valor mencionado é improcedente, e o atraso será sanado quão logo seja recebido o repasse da Secretaria da Fazenda. No entanto, conforme a lei, o período em questão ainda não justifica a paralisação da prestação do serviço.

*A matéria foi alterada às 8h33 do dia 10, para acréscimo de nota da Seidh

Por Eliene Andrade

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