Violência faz linha de ônibus parar de circular no Japãozinho

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Violência é constante na linha 080 (Foto ilustrativa: arquivo Portal Infonet)

A linha de ônibus 607 – Santos Dumont/ Mercado, que trafega no bairro Japãozinho, parou de circular nesta quinta-feira, 27. A paralisação, de acordo o Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros de Aracaju (Setransp) é consequência da constante violência nos coletivos.

Em nota, o Setransp informou que a linha está enfrentando problemas “em função das ameaças contra os motoristas, da evasão de receita com pessoas pulando a catraca e dos vandalismos colocando em risco a vida de passageiros” e que “o Sindicato dos Trabalhadores de Transporte Rodoviários (Sinttra) encaminhou a determinação para os motoristas não operarem na localidade até que a segurança seja restabelecida”.

Sinttra

O Portal Infonet entrou em contato com a assessoria de comunicação do Sinttra. Segundo o órgão, o número de assaltos diminuiu, mas durante todo o dia, os motoristas sofrem ameaças de pessoas que não querem pagar a passagem. Muitos pulam as catracas, agridem, destroem as câmeras de segurança, entre outros, e há registros de casos de estupro e tiroteios dentro do ônibus, conforme informou o sindicato. O Sinttra ainda relembrou o caso do cobrador baleado e morto dentro da linha 080 – Bugio/Atalaia e destacou que a medida evita que ocorra novamente.

Medidas de Segurança

A Guarda Municipal de Aracaju (GMA), que se reuniu com o sindicato essa última quarta-feira, 26, informou que começou, ainda ontem, uma operação que inclui o Terminal do Mercado, o Maracaju e uma extensão da Avenida Euclides Figueiredo. A ação ocorre em períodos da tarde e da noite com um grupamento fixo e a pretensão é permanecer com esse esquema durante duas semanas e depois avaliar se a operação continua ou é alterada.

O comandante de policiamento da capital da Polícia Militar, coronel Vivaldy Cabral, informa que os assaltos diminuíram em mais de 70%. “A gente tem feito um trabalho firme no combate aos assaltos. Mas esse caso é de vandalismo”, alegou. “Nós vamos reforçar o policiamento, mas tem que ser feito boletim de ocorrência e um trabalho da Polícia Civil para que se identifique essas pessoas”, completou o comandante.

por Jéssica França

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