Centro Professor Severino Uchôa ofertará curso técnico em Administração

Curso visa atender a estudantes que concluíram o Ensino Médio na escola e em outras localidades

A ideia é que o curso técnico crie oportunidades como uma formação a mais para os concluintes do Ensino Médio. (Foto: Ascom Seed)

O Centro de Referência de Educação de Jovens e Adultos (Creja) Professor Severino Uchôa, localizado no bairro Getúlio Vargas, em Aracaju, ofertará neste ano, o curso técnico em Administração na modalidade subsequente. A escola, que tem foco na modalidade Educação de Jovens e Adultos (EJA), será contemplada com a Educação Profissional Tecnológica (EPT), sendo a primeira vez em que oferta curso técnico. O público-alvo são os estudantes que finalizaram o Ensino Médio na EJA da unidade, além de pessoas que concluíram a educação básica (Ensino Fundamental e Médio) e desejam se profissionalizar.

O curso terá duração de um ano e meio, com oferta de disciplinas que integram a informática, os recursos humanos, os sistemas de informação, além da segurança e convivência no trabalho. A ideia é que o curso técnico crie oportunidades como uma formação a mais para os concluintes do Ensino Médio. 

A coordenadora pedagógica do Serviço de Educação Profissional (Sepro), Ione Moreira, afirma que a ampliação da EPT é uma prioridade para a Rede Pública Estadual de Educação. “A educação profissional está no planejamento estratégico do Governo do Estado, na perspectiva de levar oportunidade de qualificação profissional e habilitação técnica. Então, o estudante do curso técnico sai da escola com a habilitação técnica em nível de Brasil”, destaca, ao reforçar que o aluno que faz curso técnico na Rede Pública Estadual de Ensino tem a certificação no Sistema Nacional de Informações da Educação Profissional e Tecnológica (Sistec), que valida sua formação técnica.

O diretor da escola, Marco Antonio Silva, afirma que a existência do curso técnico atende à necessidade dos estudantes em conseguirem ter qualificação profissional, adequando suas necessidades pessoais. “O aluno que está fazendo o Ensino Médio e não quer fazer nível superior poderá entrar no curso técnico e ser qualificado, com maior probabilidade de ser inserido no mercado de trabalho. A oportunidade que estamos oferecendo ao aluno de forma gratuita pode ser uma possibilidade de ascensão profissional”, pontua.

EJA como oportunidade para os alunos

Referência na EJA, o Creja Professor Severino Uchôa tem como público-alvo estudantes que querem concluir a educação básica e a atrasaram, sobretudo por desigualdades sociais. A unidade oferta matrículas para a EJA no Ensino Médio (Novo e Modular, acima de 18 anos), além da EJA no Ensino Fundamental (serial, acima de 15 anos). Este público tem necessidades específicas, em razão de a maioria já estar inserida no mercado de trabalho, constituir uma família, ou, até mesmo, de estar há muitas décadas sem concluir a educação básica.

O diretor do Departamento de Educação de Jovens e Adultos da Secretaria de Estado da Educação (SEJA – Seed), Gleyson Santos, reforça que, além do curso profissionalizante, a EJA traz oportunidades para a vida desses alunos, que necessitam da qualificação profissional e da formação educacional. “Esses estudantes têm necessidades que vão muito além do acesso à escolarização porque, em geral, são pessoas que conciliam trabalho, família e estudos. Desta forma, eles carregam trajetórias de interrupção e buscam, de forma muito mais objetiva, uma ação rápida que gera o impacto real em suas vidas profissional e social. A EJA é uma política de inclusão e, até mesmo, de justiça social”, explica.

A professora de Matemática Gliceria Queiros da Silva oferta aulas na unidade, além de ministrar aulas do curso técnico de Contabilidade em outro local. Ela convive, cotidianamente, com vários alunos da EJA e explica as necessidades que esses estudantes têm. “Em sala de aula, procuramos trabalhar os conteúdos do currículo, sempre buscando unir a teoria com a vivência do aluno, que não concluiu o ensino regular na idade certa. Tendo em vista essa singularidade, trabalhar na EJA é um desafio que eu chamo de ‘apaixonante’, pois a questão da heterogeneidade, em que temos alunos com idades, experiências de vida e ritmos de aprendizado diferentes, exige-nos estratégias pedagógicas mais complexas”, explica.

A professora também destaca o público variado da EJA que ela atende no Severino Uchôa. “Em nossa escola, temos jovens a partir dos 15 anos de idade que, por motivos pessoais, não terminaram o ensino na idade certa, e ainda temos os que cumprem medidas socioeducativas, e os adultos, em sua maioria mulheres, que procuram sua inserção no mercado de trabalho e que almejam o ensino superior. A EJA é fundamental para a inclusão social e profissional desse perfil de aluno no mercado”, conclui, afirmando que o curso técnico de Administração vai ser de grande benefício aos estudantes da Severino Uchôa. 

Fonte: Governo de Sergipe

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