Colégio Augusto Franco não está recebendo matrículas

Professores e pais de alunos tentam achar uma solução para o problema
Na manhã desta quinta-feira, 21, professores e pais de alunos do Colégio Estadual  Augusto Franco, no bairro Santos Dumont, reuniram-se para buscar uma solução sobre os problemas relacionados com as matrículas. A informação repassada pelo Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Estado de Sergipe (Sintese) é de que a instituição não está recebendo matrículas para o Ensino Médio, apenas do Ensino Fundamental, orientação que tinha Secretaria de Estado da Educação (Seed).

De acordo com a assessoria do sindicato, os pais só ficaram sabendo da determinação quando compareceram à unidade de ensino para realizar a matrícula. “Esse é um dos motivos por que defendemos a gestão democrática. Nada foi discutido com professores e com a comunidade. Todos foram pegos de surpresa. Não houve planejamento”, afirmou a assessora do Sintese, Caroline Santos.

Ainda segundo o Sintese, a situação é recorrente em outras escolas. Caroline acrescenta que o Colégio Francisco Portugal, no bairro Augusto Franco, não funcionará mais no período noturno.

A professora do 5º ano Esvetlana Freire, confirmou a decisão da Seed. Segundo ela, a preocupação dos pais e professores é para onde os alunos serão transferidos, pois mais duas escolas da região – Olavo Bilac e 24 de outubro – também serão reformadas. “Ficamos praticamente sem vagas. Não houve discussão nenhuma conosco. Nós professores também ficaremos à disposição durante as obras. E quando elas acabarem, lecionaremos para salas vazias?”, questiona-se.

Escola será reformada

Ofélia Onias, assessora da Seed, explicou que o Colégio Augusto Franco passará por reformas. Todos os alunos serão transferidos pela própria Secretaria para escolas da mesma região. “Se houver necessidade, alugaremos casas para instalar salas de aulas e providenciaremos ônibus para deslocamento dos estudantes”, afirmou. “Nenhum aluno ficará sem estudar e o ano letivo não será prejudicado. A reforma é uma reivindicação antiga da comunidade daquele bairro”, completou Ofélia.

As obras durarão seis meses. Ela acrescenta que as reformas nas outras escolas do bairro Santos Dumont não prejudicarão ninguém. Sobre o Colégio Francisco Portugal, Ofélia não confirma o fechamento do turno da noite. O que pode ocorrer, segundo ela, é uma transferência das turmas de Educação para Jovens e Adutos (EJA) da 5ª a 8ª série para outras escolas da região.

“Os alunos da 1ª a 4ª série continuarão lá, mas os demais, a depender do número de matriculados, podem ser deslocados”, confirma. Em algumas turmas, há apenas dois estudantes matriculados. Caso essa transferência se confirme, há a possibilidade de ser aberta uma turma do cursinho pré-vestibular do Estado, o Pré-Seed, que vai suprir uma demanda reprimida da região.

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