Defensoria Pública debate prática de bullying e o uso de drogas nas escolas

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Alunos do colégio Atheneu

A Defensoria Pública do Estado, através do Centro Integrado de Atendimento Psicossocial (Ciaps) e Núcleo da Criança e do Adolescente, em parceria com a Associação dos Defensores Públicos de Sergipe (Adpese), iniciou no último dia 10, uma série de palestras sobre bullying e drogas nas escolas públicas.

Os alunos do ensino médio e fundamental do Colégio Atheneu Sergipense e Escola Papa João Paulo II localizada no Centro Educacional Vitória de Santa Maria, no Bairro Santa Maria, puderam conhecer melhor o papel da Defensoria Pública do Estado e aprenderam que a prática de bullying e o uso de drogas causam danos psicológicos e irreparáveis na vida da criança, do jovem e do adolescente.

Nas manhãs dos dias 10 e 17 foram realizadas duas palestras para 25 turmas do Colégio Atheneu. Já na tarde do dia 17, cerca de 270 alunos na faixa etária de 6 a 12 anos da Escola Papa João Paulo II aprenderam de uma forma diferente sobre violência doméstica; trabalho infantil; o que é o Estatuto da Criança e do Adolescente e sua finalidade; as causas e efeitos das drogas na infância, bullying e outros temas.

Para facilitar o entendimento, foi montada uma peça teatral formada por quatro atores contratados pelo Ciaps, que mostraram cenas de violência doméstica, efeito do álcool e entorpecentes, prática de bullying, desobediência aos pais e a procura por ajuda da Defensoria e Conselho Tutelar. “Em virtude da faixa etária dos alunos, simulamos uma situação de desestruturação familiar com cenas de desobediência e violência doméstica, mas que o caso pode ser resolvido mediante a intervenção do Núcleo da Criança e do Adolescente e do Conselho Tutelar. Essa peça foi uma forma de mostrar na prática que existem órgãos que defendem a criança e que a violência e as drogas só levam a destruição da família”, enfatizou a psicóloga do Ciaps, Syrlene Besouchet.
 
Para a professora de arte do Colégio Atheneu, Cláudia Canário, a iniciativa da Defensoria Pública é uma forma diferente de tratar o cotidiano. “Mostrar o que é e como se pratica o bullying através de palestras e peças teatrais é uma forma de atrair a atenção dos alunos para esse problema”, pontuou.

A estudante do 3º ano do Colégio Atheneu, Antonia Regina de Almeida, destacou o trabalho da Defensoria Pública. “A Defensoria tem que promover palestras como estas, pois é necessário alertar e conscientizar as pessoas para que elas não cometam essa prática. Já sofri com o bullying e sei o quanto foi doloroso para mim, por isso é fundamental um acompanhamento psicológico para as vítimas”, se emociona.

A estagiária de psicologia, Daniele Alves, mostrou como o aprendizado vai além da prática. “Proporcionar essas palestras aos alunos com vídeos, músicas e apresentações de peças criadas pelos próprios alunos tornam o projeto dinâmico, o que é bom, já que estamos tratando com adolescentes”, ressaltou.

Para Manoel Herrera, um dos atores da peça apresentada na Escola Papa João Paulo II, a iniciativa da Defensoria Pública é essencial para combater a violência e às drogas. “São crianças e adolescentes que muitas vezes são violentadas pelos pais, pratica ou sofre bullying e não têm conhecimento dos seus direitos e das conseqüências desses atos. Hoje percebi que até crianças de seis anos aprenderam algo e o que eles viram aqui vão repassar aos pais. Através da peça mostramos os efeitos da violência, do álcool, das drogas e como a Defensoria e o Conselho Tutelar podem ajudar. Esse projeto é muito importante”, destacou.

Síntia Santana, 11 anos, aluna da 5ª série da Escola Papa João Paulo II, disse que o teatro mostrou que os pais não podem usar a violência para coibir os filhos e os filhos devem obedecer aos pais. “Entendi que se os pais não devem bater nos filhos senão eles irão ser punidos pela Defensoria Pública e Conselho Tutelar que protegem a gente. Percebi também que os adultos costumam enganar as crianças para vender drogas e que a gente não pode aceitar nada de estranho e obedecer aos nossos pais. Outro dia vi um menino indo ao ferro velho vender algo para comprar drogas e depois vi cheirando cola e fiquei muito triste”, lembrou.

“É importante saber que a Defensoria Pública ajuda nas questões dos direitos e deveres, principalmente em casos de violência doméstica, drogas e outras situações. Aprendi muito sobre o Estatuto da Criança e tenho certeza que tudo que eles viram na peça irão contar aos pais. Fazemos um trabalho de conscientização, mas essas palestras têm um papel fundamental”, frisou Rosângela Guimarães, diretora da Escola João Paulo II.

As palestras – que fazem parte da campanha nacional “Crianças e Adolescentes Primeiro” promovida pela Associação Nacional dos Defensores Públicos (Anadep) – foram ministradas pelas defensoras públicas do Núcleo da Criança e do Adolescente, Maria do Socorro Aguiar e Andreza Tavares; a presidente da Adpese, Gláucia Amélia; o subdefensor público geral, Jesus Jairo Lacerda; as psicólogas Syrlene Besouchet e Juliana Andrade; a estagiária do curso de psicologia, Daniele Alves e pela assistente social Maria das Graças.

Fonte: Ascom DPE

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