Escola inclusiva de Aracaju terá vitrine tecnológica de aquaponia

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A primeira vitrine tecnológica de aquaponia foi instalada em um colégio particular da capital (Foto: Embrapa)

Localizada no entorno da comunidade quilombola da Maloca, em Aracaju, a Escola Estadual 11 de Agosto, que atende alunos do ensino fundamental, entre os quais crianças e adolescentes com deficiências de alto grau e diferentes tipos de comprometimento, receberá em maio uma vitrine tecnológica de aquaponia – sistema de produção integrado de peixes e vegetais sem solo e com ciclagem de água e nutrientes, minimizando os resíduos no ambiente.

Na ultima terça-feira, 9, representantes da Embrapa e da escola estadual se reuniram para discutir os detalhes da implementação. Durante a reunião os agentes detalharam o planejamento das atividades de instalação do sistema de aquaponia como ferramenta pedagógica no processo de ensino e aprendizagem para os alunos da 11 de Agosto. Previsto para ser instalado até maio, o sistema poderá funcionar, com agendamento prévio, como espaço de aprendizagem também para alunos de outras escolas e sociedade geral.

Esta será a segunda vitrine tecnológica de aquaponia instalada em parceria no âmbito do Embrapa & Escola em Sergipe. A primeira foi instalada em 2017 em um colégio particular da capital e tem servido como uma rica ferramenta de aprendizado de ciências biológicas, exatas e conscientização ecológica junto a alunos de todos os estágios.

De acordo com Paulo Carneiro, a produção de alimentos saudáveis por meio de práticas que primam pela conservação ambiental é um dos principais objetivos da aquaponia. “Dessa forma, sistemas de aquaponia instalados em escolas podem ser utilizados como ferramentas pedagógicas de ensino de matemática, química, física, biologia e educação ambiental, tanto aos alunos quanto para as comunidades envolvidas com o espaço escolar”, ressaltou.

Otília Ferreira destacou a importância da experiência com aquaponia para o fortalecimento da parceria entre a escola e comunidade quilombola do entorno, conhecida como Maloca, uma vez que já existe uma horta comunitária nas dependências da Escola. “Lideranças da Maloca já nos procuraram interessadas em conhecer técnicas de aquaponia com possibilidade de adotá-las lá no quilombo”, conta Ferreira.

Fonte: Embrapa

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