
A equipe OxenVolts, formada por estudantes da Liga Acadêmica de Empreendedorismo Innovation Hub, vinculada ao Departamento de Computação (Dcomp) da Universidade Federal de Sergipe (UFS), conquistou o 3º lugar nacional no Hackathon Radix & Maravalley. A competição, realizada no Rio de Janeiro neste mês de fevereiro, reuniu equipes de instituições de destaque no país e no exterior.
O desafio propôs a criação de um Mapa Inteligente de Perfis de Carga e Geração Distribuída. Utilizando dados abertos e inteligência artificial, a solução desenvolvida pela equipe reduz incertezas sobre consumo e geração de energia, contribuindo para decisões mais seguras na transição energética e para a expansão de fontes renováveis no Brasil, inclusive em cenários de distúrbios elétricos.
“Em tempos de ascensão da geração solar, o sistema elétrico precisa se preparar frente a essas mudanças climáticas e às mudanças no comportamento da população. Muitos consumidores hoje têm energia solar em casa e isso, apesar de ser bom para a natureza, pode ser um desafio para o setor elétrico. Então, nossa ferramenta ajuda os operadores, principalmente a ONS, que é o Operador Nacional de Sistema, a operar a energia do Brasil todo, a se comportar melhor e a prever distúrbios elétricos, evitando, por exemplo, que aconteçam apagões”, explicou o estudante de Engenharia da Computação Irandi Silva.
De acordo com o professor do Dcomp e vice-diretor do Centro de Ciências Exatas e Tecnologia (CCET/UFS), Rogério Patrício Chagas, o software desenvolvido terá acesso a dados de maior fidedignidade e confiabilidade, permitindo que a solução evolua para uma plataforma de suporte ao consumidor final de energia.
“Tal avanço possibilitará ao consumidor a transição da energia convencional para a seleção da origem de sua própria energia. A plataforma operará como um marketplace de energia limpa (solar, eólica, hidrelétrica, maremotriz, etc.), viabilizando a aquisição de créditos de energia provenientes de diversas fontes”.
Além do aluno de Engenharia da Computação Irandir Silva, o grupo reuniu discentes de outras diferentes áreas do conhecimento: Guilherme Araujo e Miguel Lucas, de Ciência da Computação; Matheus Figueiredo, de Engenharia Química; e Yuri Torres, de Engenharia Elétrica, com suporte técnico dos docentes do Departamento de Engenharia Elétrica da UFS José Gilmar Nunes de Carvalho Filho e Oscar Alberto Zanabria Sotomayor, além do Dcomp e do CCET.
“O Centro de Ciências Exatas e Tecnologia e a Universidade Federal de Sergipe poderão desempenhar um papel catalisador na transferência tecnológica para o desenvolvimento deste produto inovador, que possui o potencial de impulsionar a criação, pelos discentes premiados, de uma startup sergipana com elevado potencial de mercado, alinhada às demandas tecnológicas contemporâneas”, disse Rogério Chagas.
A maratona ocorreu ao longo de dois meses, com capacitações e mentorias remotas, culminando na apresentação presencial das soluções no Maravalley, no Porto Maravilha. “A aplicação do conhecimento adquirido pelos alunos nas diversas disciplinas de suas respectivas especialidades foi crucial para a execução tempestiva do projeto durante a competição. Este processo facilitou o intercâmbio de conhecimentos e a convergência para uma solução eficaz de um problema interdisciplinar”, finalizou o professor.
Fonte: Ascom UFS
