Estudantes do ensino médio criam cinema 3D

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(Foto: MEC)

Diante do interesse dos estudantes pelas imagens tridimensionais do filme Avatar, de James Cameron, o professor de matemática Guilherme Erwin Hartung, do Colégio Estadual Embaixador José Bonifácio, em Petrópolis (RJ), escreveu o projeto O Fantástico Mundo 3D para explicar a tecnologia. Após pesquisas, entrevistas com especialistas e oficinas, os 20 alunos do ensino médio que participaram do projeto conseguiram criar um cineminha de imagem tridimensional (3D) na escola.

“Desde 2009, o cinema 3D virou moda entre a garotada do ensino médio, e eles queriam muito entender essa tecnologia, ainda mais porque não há cinema 3D em Petrópolis”, conta Hartung. O primeiro passo foi colocar os alunos interessados no assunto em um ônibus até Duque de Caxias, a cidade mais próxima em que há cinema 3D.

Na prática, eles participaram de oficinas para aprender a produzir fotos e imagens tridimensionais usando óculos com lentes nas cores cíano (azul puro) e vermelha. Também visitaram centros de pesquisa tecnológica e discutiram óptica e efeitos da luz e da polarização nos diferentes tipos de óculos para criar um cinema 3D de baixo custo — cerca de R$ 300. O dinheiro foi gasto na aquisição do tecido da tela, de dois filtros de polarização de luz e de 30 óculos. Dois projetores da escola foram adaptados para exibir as imagens.

A participação dos alunos foi voluntária, sem valer nota, mas os ajudou a ganhar conhecimento em matérias curriculares do ensino médio, como biologia, física e matemática. “Sistema de visão humana binocular, que permite enxergar em profundidade, evolução darwiniana e ótica geométrica para calcular a distância necessária para qualidade da imagem em 3D”, exemplifica Hartung. Não só os alunos aprenderam. Também o professor, que buscou informações para as aulas práticas com docentes e pesquisadores universitários.

As aulas do projeto ocorriam no turno oposto ao dos estudos (contraturno). “Seria impossível fazer um projeto com esse detalhamento durante as aulas normais, mas os alunos participaram devido à paixão pela tecnologia e aprenderam mais sobre as matérias curriculares”, afirma Hartung. “É importante nos dias de hoje, com essa mudança de paradigma, trazer a tecnologia para a escola e atrair os alunos para o conhecimento.”

O professor conseguiu ainda o contato dos alunos, por videoconferência, com o brasileiro João Roberto de Oliveira Sita, que trabalha no estúdio Rodeo FX, do Canadá, e participou da produção de Avatar.

Prêmio

Além de O Fantástico Mundo 3D, incluído entre os ganhadores da quinta edição do Prêmio Professores do Brasil, outros projetos educativos de Hartung já foram premiados. Um deles é o de jogos educacionais para alunos, que valeu uma visita à Universidade Politécnica de Madri. Ele mantém um blog com dicas e novidades sobre tecnologia aplicada à educação para alunos e professores. Também é colaborador da seção Sugestões de Aulas do Portal do Professor.

Fonte: MEC

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