Técnicos administrativos da UFS iniciam greve por tempo indeterminado

A paralisação foi definida pelo Sindicato dos Trabalhadores Técnico-administrativos em Educação da UFS (Sintufs) e integra um movimento nacional.

(Foto: Sintufs)

Os técnicos-administrativos em educação da Universidade Federal de Sergipe (UFS) iniciaram, nesta quarta-feira, 18, uma greve por tempo indeterminado. A paralisação foi definida pelo Sindicato dos Trabalhadores Técnico-administrativos em Educação da UFS (Sintufs) e integra um movimento nacional, que já conta com adesão de mais de 40 universidades federais.

De acordo com a categoria, o objetivo é pressionar o Governo Federal a cumprir integralmente o acordo de greve firmado em 2024, que ainda possui pontos pendentes. Na UFS, cerca de 1.400 servidores técnico-administrativos atuam nos campi de São Cristóvão, Aracaju, Itabaiana, Estância, Laranjeiras, Lagarto e Nossa Senhora da Glória.

A decisão pela deflagração da greve foi aprovada em Assembleia Geral Extraordinária realizada na última semana, com maioria dos votos favoráveis. Também foi instalado o Comando de Greve, responsável por coordenar as ações durante o período de paralisação.

Entre as principais reivindicações estão a regulamentação do Reconhecimento de Saberes e Competências (RSC), que aguarda sanção presidencial, a implementação da jornada de 30 horas semanais, a garantia desse regime para categorias que já possuem a carga horária reduzida e a regulamentação do plantão no formato 12×60. Demandas locais também integram a pauta.

Durante a greve, o sindicato prevê a realização de atividades de mobilização e diálogo com a comunidade acadêmica. Uma das ações programadas será na próxima segunda-feira, 23, com a recepção de estudantes no início do período letivo.

Em publicação nas redes sociais, o Sintufs afirmou que a paralisação é parte do processo de pressão política da categoria. “A suspensão das atividades técnicas e administrativas, incluindo demandas e entregas vinculadas ao trabalho remoto, é parte fundamental do processo de mobilização”, destacou.

A greve abrange todos os trabalhadores da categoria, incluindo servidores em regime de Programa de Gestão e Desempenho (PGD), em estágio probatório ou que ocupam cargos de chefia. Segundo o sindicato, a adesão é um direito garantido por lei.

Ainda conforme a orientação da entidade, será mantido um contingente mínimo de 30% dos servidores nos serviços considerados essenciais, para assegurar o funcionamento básico das atividades.

Por Aline Souto e Verlane Estácio com informações do Sintufs

 

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