IFS retoma obras do Campus de Estância

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Obras inacabadas irritam população (Fotos: Cássia Sanana / Portal Infonet)

As obras do Campus do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Sergipe (IFS) em Estância foram paralisadas desde 2009 e só agora começam a ser retomadas. O projeto, avaliado à época em quase R$ 2,9 milhões, teve que ser refeito e agora está em fase de levantamento topográfico da área, conforme informações do pró-reitor de desenvolvimento institucional, Marco Antonio Gois.

O levantamento topográfico seria correspondente à primeira fase da obra, para posterior sondagem e análise do solo e elaboração dos projetos complementares para, ainda este ano, a diretoria do IFS publicar edital para o processo de licitação. Pela obra, que deveria ter sido inaugurada em dezembro do ano passado, já passaram duas empresas e ambas, por motivos desconhecidos, abandonaram o projeto.

O Ministério Público Estadual recebeu reclamação de moradores e solicitou informações do IFS sobre a paralisação das obras. “Temos até o dia 10 próximo para apresentar essas explicações”, diz o pró-reitor. Na quinta-feira da próxima semana, 11, o pró-reitor apresentará as justificativas na Câmara Municipal de Vereadores de Estância. Mas, para o Portal Infonet, ele optou pela omissão, alegando que primeiro prestaria informações ao MPE e aos vereadores.

Marco Antonio: "projetos readaptados para ampliar campus"

Ao Portal Infonet, o pró-reitor explicou que os projetos originais passaram por estudos de adaptação e ampliação. Ele revelou que o campus de Estância está funcionando provisoriamente em um prédio cedido pela prefeitura e quando o campus for inaugurado no bairro Cidade Nova, terá capacidade para absorver 2,1 mil alunos com a oferta de cerca de 12 cursos de nível médio e superior. Além dos existentes, serão criados, entre os anos de 2013 e 2014, os cursos de eletrotécnica, manutenção e suporte em informática, mecânica e ainda outros dois de nível superior: engenharia mecânica e engenharia elétrica.

O abandono das obras revoltou os moradores da cidade, que até o momento não compreendem as razões. “Não se justifica esta obra abandonada com os estancianos precisando de preparação para o mercado de trabalho”, lamentou o aposentado Daniel Alves. “É uma contradição com o discurso da presidente Dilma (Rousseff), que a todo momento diz que sua meta de Governo é construir centenas de escolas técnicas Brasil afora para preparar os jovens para o mercado de trabalho. Vendo o abandono desta obra, o discurso da nossa presidente entra no descrédito”, diz.

Por Cássia Santana

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