Marcha dos trabalhadores marca paralisação dos professores em Aracaju

Marcha dos trabalhadores marca paralisação dos professores em Aracaju (Foto: CUT)

Em continuidade a agenda de mobilização dos professores, a categoria se reuniu na manhã desta sexta-feira, 22, em mais uma marcha em prol dos direitos dos trabalhadores da Educação. A concentração foi na rua Campo do Brito, no bairro 13 de Julho, na zona sul da capital. De lá, os manifestantes percorreram as ruas do Centro da capital sergipana.

Além da passeata em alguns pontos da região central de Aracaju, manifestantes colocaram cruzes pretas, com 2 metros de altura, em frente ao Palácio dos Despachos, sede do governo estadual, e outras repartições públicas. Os símbolos estampavam mensagens que exigiam direitos e valorizações dos professores sergipanos.

O grupo de manifestantes também passou pela praça General Valadão (Foto: CUT)

Balões vermelhos também foram espalhados ao longo de toda Av. Ivo do Prado, umas da principais avenidas de Aracaju. Todas essas ações de protesto marcaram a paralisação dos professores das redes municipal e estadual de ensino. Segundo o Sindicato da categoria em Sergipe (Sintese), a mobilização faz parte do “Março Vermelho”, mês escolhido como símbolo de luta e ações para cobrar valorização, respeito a carreira, gestão democrática, autonomia docente e educação de qualidade social.

Ainda segundo o Sintese, o ato de hoje também contou com a participação do Sindicato dos Trabalhadores Urbanitários de Sergipe (Sindisan). O intuito foi incluir na agenda de luta um posicionamento contrário a qualquer tentativa de privatização da Companhia de Saneamento de Sergipe, já que nesta sexta-feira, 22, é comemorado o Dia Mundial da Água.

“Esta é uma ação conjunta entre Sintese, pela valorização das professoras e professores, e Sindisan contra a privatização da Deso. O dia 22 de março é um dia simbólico, é o Dia Mundial da Água e água é um bem de todos nós, portanto, um assunto que diz respeito a toda sociedade. Com isso, o Sintese une sua luta e sua força a luta dos companheiros da Deso contra a privatização da água”, diz Roberto Silva, presidente do Sintese.

O que diz a Seduc

Em comunicado, a Secretaria de Estado da Educação e Cultura (Seduc) informou que que respeita a manifestação popular e reforça o compromisso do Governo do Estado com os servidores do magistério, sempre mantendo um diálogo aberto, transparente e respeitoso. “Após acordo construído durante todo ano de 2023, em janeiro deste ano, foi iniciada a retomada da carreira do magistério, após 16 anos congelada. A implementação será concluída em janeiro de 2025, um investimento de mais de R$ 240 milhões. Foi realizada reunião com o Sintese no dia 8 de março, quando foram abordados vários temas com o foco nas demandas da categoria para o ano de 2024. No último dia 20 ocorreu a segunda reunião, com as mesmas temáticas. A Seduc segue sempre de portas abertas para dialogar, fortalecer os professores e a educação sergipana”, argumentou a pasta da Educação.

por João Paulo Schneider 

Com informações do Sintese

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