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Quase 20 mil alunos estão sem aula em Lagarto e Salgado |
Professores da rede estadual dos municípios de Salgado e Lagarto entraram em greve há seis e nove dias, respectivamente. Eles reivindicam o reajuste salarial de 8,32%, referente ao ano de 2014 e ainda o pagamento do retroativo, relativo aos meses de janeiro a julho. Nas duas cidades, a greve tem adesão de quase 100% do quadro de professores.
Com a paralisação, o número de alunos fora da sala de aula se aproxima dos 20 mil. Em Salgado, são mais de três mil e, em Lagarto, quase 17 mil estudantes prejudicados.
Salgado
De acordo com Ginaldo Francisco, professor de Geografia em Salgado e diretor de comunicação do Sintese na região Centro-Sul, o prefeito Duilio Siqueira Ribeiro ainda não apresentou proposta e disse que só falará sobre o assunto depois que fizer o pagamento das férias.
“O acordo foi pagar as férias em cinco parcelas. O pagamento começou em maio. Se formos esperar isso terminar para tratar do reajuste, o ano já estará quase no fim”, queixa-se o professor.
Para Ginaldo, não há transparência por parte da prefeitura. “Os professores tentam conversar, mas não obtêm informação alguma. O prefeito tem contratado professores terceirizados sem necessidade, apenas para fazer política e alguns até recebem salário sem trabalhar”, afirma.
Na quarta-feira passada, antes do início da greve em Salgado, Duilio Ribeiro enviou documento aos professores na tentativa de impedir a greve e prometendo conversar sobre o assunto. Em audiência na última quinta-feira pela manhã, ele disse para as equipes técnicas das duas partes – prefeitura e Sintese – se reunirem na segunda-feira, 28, para expor reivindicações e propostas. No entanto, segundo Ginaldo, nem prefeito nem equipe técnica apareceram e ninguém deu satisfações aos professores.
“Na próxima quinta-feira, 31, haverá uma audiência entre o prefeito Duilio e o Ministério Público de Itaporanga. Na tarde deste mesmo dia, os professores farão uma assembleia para discutir o que for acertado na audiência com o MP”, relata o professor Ginaldo.
A equipe do Portal Infonet tentou entrar em contato com o prefeito Duilio e com seu assessor Adel Ribeiro, mas não obteve resposta. O portal continua à disposição para ouvir o prefeito.
Lagarto
Com a mesma reivindicação, os professores de Lagarto estão em greve desde o dia 21 de julho. Neste caso, já houve uma proposta da prefeitura. Segundo Estéfani Lindemberg, coordenador do Sintese na região Centro-Sul, o prefeito José Wilame de Fraga quer dar o reajuste em agosto, deixando o retroativo para ser pago somente em 2015, dividido em 12 parcelas.
“Não aceitamos essa proposta. Amanhã, receberemos uma nova, que será analisada e, a partir daí, decidiremos se a greve continua ou acaba”, afirma Estéfani, que é professor de Ciências e Biologia em Tobias Barreto.
De acordo com o prefeito José Wilame, houve uma reunião na manhã de hoje, 29, com a Secretaria Municipal de Educação de Lagarto para discutir o assunto. “Pretendemos mostrar as razões da prefeitura para a proposta que já foi apresentada e rejeitada”, afirma. Ele diz ainda que a dificuldade da prefeitura é muito grande e não há dinheiro para efetuar o pagamento dos professores, pois ainda paga dívidas da gestão passada.
“Não há condições de pagar retroativo ainda este ano. Só se o Governo Federal mandar algum dinheiro para cá. Mas a arrecadação só tem caído. Não vou prometer uma coisa que não posso cumprir. Faremos uma proposta com os pés no chão”, enfatiza José Wilame.
Ele afirmou, além disso, que só fará o reajuste em agosto, se os professores aceitarem a proposta de receber o retroativo em 2015 e em 12 parcelas. E acredita que, até o final desta semana, prefeitura e Sintese entrarão em acordo.
Por Julie Braga
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