Professores da UFS realizam ato no primeiro dia de greve

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Professores recebem apoio em ato na Adufs (Fotos: Portal Infonet)

No primeiro dia de greve, os professores da Universidade Federal de Sergipe (UFS) realizaram ato público no auditório da Associação dos Docentes, no campus universitário em São Cristovão, e receberam apoio de vários segmentos sociais, inclusive dos técnicos administrativos e estudantes da própria universidade, numa espécie de preparação para a greve geral dos servidores públicos federais que pode acontecer no dia 8 de junho próximo.

Mas as aulas foram paralisadas parcialmente, segundo avaliação de alguns estudantes. “O meu curso (geologia) não aderiu à greve”, informa o estudante Tiago Cabral. “É um curso novo, ainda não é departamento, que está se estruturando, acho que foi por isso que não aderiu”, justifica, alertando que as aulas estão ocorrendo normalmente com professores titulares.

Mas a professora Sônia Meire Azevedo, do comando local de greve, avalia que a adesão é de 100%. “Alguns professores substitutos, que têm contratos temporários, foram dar aula com medo de perder o contrato”, informa a professora. “Mas nós estamos conversando com os estudantes e com os professores e estamos fechando todas as didáticas e as aulas estão suspensas”, informou.

O índice de 100% de adesão, segundo a professora, foi atingido no campus de São  Cristovão. “Hoje, nós temos quatro campi, nos demais ainda não sabemos, vamos ainda fazer avaliação”, disse a professora.

Sônia Meire: plano do goveno desqualifica a pesquisa e a extensão

As reivindicações estão relacionadas à carreira única com incorporação das gratificações em 13 níveis remuneratórios e variação de 5% entre níveis a partir do piso para regime de 20h e valorização e melhoria das condições de trabalho docente nas instituições de ensino superior. “O plano de carreira do governo federal não é adequado às reais necessidades dos professores”, alerta a professora Sônia Azevedo. “Desqualifica o ensino, a pesquisa e a extensão e nos transforma em meros reprodutores de conhecimento”, entende a professora.

Por Cássia Santana

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