Professores e pais fazem ato no Francisco Portugal

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Ato aconteceu na manhã desta sexta-feira, 16 (Fotos: Portal Infonet)

Professores, pais de alunos do Colégio Francisco Portugal, localizado no conjunto Augusto Franco e representantes do Sindicato dos Trabalhadores em Educação no Estado de Sergipe (Sintese), fizeram um ato na manhã desta sexta-feira, 16, na porta do estabelecimento de ensino. O manifesto teve por objetivo protestar contra a decisão da Secretaria de Estado da Educação (Seed) em acabar com as turmas do 1º e do 2º anos do Ensino Fundamental.

“Na última segunda-feira, 12, os professores foram comunicados que não seriam abertas as matrículas para o 1º e o 2º anos do Ensino Fundamental nos turnos da manhã e tarde, o que prejudica inclusive os que já eram da casa. O pior é que nós só ficamos sabendo pelos pais que estavam revoltados”, ressalta a professora Betânia Teixeira acrescentando que muitos pais têm filhos no 1º e no 3º ano e estão insatisfeitos em deixar uns e tirar outros.

Professora Betânia

“Depois foi feita uma reunião com os professores na quarta-feira, 14, e o diretor não permitiu a presença do Sintese, que é quem representa a categoria. Não concordamos que os alunos sejam matriculados em outras escolas porque sabemos que não vai ter transporte, os ônibus são sucateados, sem contar que terão o aprendizado prejudicado por conta da decisão do diretor. Ele disse que os alunos serão transferidos para os colégios Maria do Carmo e São Lourenço, mas quem garante que vai ter vagas. Sem contar que os professores do Francisco Portugal também serão afetados”, completa a professora Gercilene Rodrigues.

De acordo com o representante do Sintese, que também participou do ato, Francisco José dos Santos, está havendo um cerceamento. “A política da Secretaria de Educação é essa: começar pelo ensino menor, que é a 1ª e 2ª série, depois a 3ª, 4ª, 5ª e 6ª, então não vai ter mais o Ensino Fundamental nas escolas do Estado. É um ensino compartilhado com o município. O município oferta vagas para o ensino Infantil e compartilha o fundamental com o Estado. Fechando essas turmas, os alunos vão pra onde se aqui no Augusto Franco, a única escola municipal funciona como creche”, lamenta.

Professora Gercilene

Francisco José disse ainda que as escolas estaduais Maria do carmo e São Lourenço não comportam mais alunos.

“Essas escolas que o Franscico Portugal está querendo transferir os alunos não têm vagas, sem contar que o São Lourenço não é do Estado é comodato. O diretor Edidelson Santos fez questão de dizer que essa decisão foi da DEA, por meio da professora Nadja Cardoso, depois ele disse que era a política do DED, de Manoel Prado e agora ele diz que a ordem é da Secretaria de Educação. Queremos saber se o Estado está mesmo cerceando. Temos um pai que tem cinco filhos aqui, os mais velhos trazem os mais novos e agora como vai ser? Os pais não vão ficar tranquilos em ver os filhos pequenos irem para escola de ônibus”, destaca.

Contraponto

Francisco José, representante do Sintese

O Portal Infonet entrou em contato com a assessoria de Comunicação da Seed e o diretor Edidelson Santos estava na Ascom. Segundo ele, diretores de escola não possuem autonomia para tomar decisões como essa.

“A decisão é da Secretaria de Educação para que haja um reordenamento da rede e com isso a Escola Francisco Portugal não oferece mais vagas para alunos dos 1ºs e 2ºs anos. Esses alunos serão matriculados nas escolas Maria do Carmo e São Lourenço, localizadas na mesma geografia. Para se ter uma ideia o que separa o Francisco Portugal do Maria do Carmo é apenas um canal e o São Lourenço também é perto e quem não tiver condições, o transporte leva”, afirma acrescentando que a SEED dispõe de ônibus escolares novos.

Quanto a não participação do Sintese nas reuniões, o diretor explicou que por se tratar de um órgão público, é preciso que se faça um ofício. “Como o Sintese foi convidado por uma professora eu expliquei que não tinha sido oficiado e na reunião com os pais eu enviei um e-mail ao Sintese comunicando que não haveria necessidade da presença do sindicato porque o encontro seria com os pais”, explica.

Por Aldaci de Souza

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