Professores tentam negociar piso com prefeitos

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Professores negociam piso com prefeitos (Foto: Arquivo Portal Infonet)

O Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Estado de Sergipe (Sintese) continua tentando negociar o pagamento integral do piso do magistério com os prefeitos sergipanos. O diretor de bases do Sintese, Uilson Hora, informou que 54 prefeituras sergipanas estão com pendências, sem cumprir a Lei, que estabelece reajuste de 13,01% no valor do piso salarial para o magistério, que deve ter efeito retroativo a primeiro de janeiro deste ano.

Segundo o diretor sindical, em Sergipe apenas 20 prefeituras negociaram e se comprometeram a cumprir a legislação federal. Os prefeitos alegam dificuldades financeiras para cumprir a lei, mas o sindicalista analisa como improcedente as informações dos prefeitos que não se dispõem a negociar o reajuste previsto em lei.

O dirigente do Sintese informa que muitas prefeituras estão contratando profissionais, sem vínculo, desnecessariamente. “Às vezes, as escolas municipais têm mais funcionários que alunos e isso é fruto de negociação de prefeitos para a eleição”, denuncia o professor Uilson Hora. “Há prefeituras que em 2012 a folha estava enxuta, mas os prefeitos incharam a folha depois devido aos compromissos de campanha, fazendo as contratações desnecessárias”, ressaltou.

São Cristovão também apresenta situação crítica. Segundo o diretor do Sintese, a prefeitura se comprometeu a pagar o piso e negociar os débitos anteriores, mas teria atrelado os entendimentos à desistência das ações judiciais movidas pelo Sintese contra o município. Na próxima quarta-feira, 4, os professores da rede municipal estarão reunidos em assembleia geral para avaliar a proposta da prefeitura.

Em nota encaminhada ao Portal Infonet, a assessoria de imprensa informou que a prefeitura e o Sintese estão dialogando e observa que o poder público tenta preservar o equilíbrio fiscal, limitando a despesa pessoal em 51,3% da receita corrente líquida para se enquadrar à Lei de Responsabilidade Fiscal.

Na nota, a assessoria considera improcedente a informação de que a prefeitura atrela as negociações à desistência das ações judiciais movidas pelo Sintese e, com relação aos entendimentos em torno do piso, promete um desfecho para os próximos dias.

Por Cássia Santana

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