Seminário debate sexualidade dentro do contexto histórico

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Debate ocorreu na sede do Sintese (Foto: Portal Infonet)

A sexualidade dentro do contexto histórico e contemporâneo, atrelada à homossexualidade, história e memória no Brasil, foi tema de um seminário que ocorreu na tarde desta quinta-feira, 25, na sede do Sindicato dos Professores de Sergipe (Sintese). O evento contou com mediação do escritor e jornalista João Silvério Trevisan, além da participação do pesquisador Moisés Meneses, e do professor de filosofia da Universidade Federal de Sergipe (UFS), Romero Venâncio.

Simone Gama, diretora de políticas sociais do Sintese (Foto: Portal Infonet)

“A gente precisa trazer esses temas à tona porque estão latentes na sociedade. Não adianta colocar uma venda e fingir que nada está acontecendo”, resume a diretora do departamento de políticas sociais do Sintese, Simone Gama. Para ela, a onda de preconceito que há atualmente na sociedade merece ser debatida para encontrar meios de superá-la. Ainda segundo Simone, nessa reta final da campanha eleitoral muitas formas de preconceito estão constantemente vindo à tona. “Precisamos sair da nossa caixa e começar a agir no que está nos afligindo. A gente não pode debater só com pessoas que pensam iguais a nós. Eu preciso trazer quem pensa diferente para que possamos entender o porquê de casa comportamento e de cada posição. Nesse momento histórico precisamos do diálogo”, destaca.

Para o professor de filosofia da UFS, Romero Venâncio, os debates promovem uma liberdade de posicionamentos que asseguram e garantem à democracia. “Esse momento representa uma grandiosidade em virtude do que se está por vir com o resultado das eleições”, avalia.

José Silvério Trevisan, jornalista e escritor. (Foto: Sintese)

O jornalista e escritor João Silvério Trevisan, acredita que há dentro da gente consciências imprescindíveis para nos guiar nos caminhos difíceis de inteligência e preconceito. De acordo com ele, mudanças importantes poderão acontecer quando acreditarmos que elas são possíveis. “A nossa criação é aquilo que nós já temos instalados dentro de nós por conta da nossa trajetória na qual nós acreditarmos. Se nós não acreditarmos, não haverá luz, não haverá resistência”, finaliza.

Por João Paulo Schneider e Verlane Estácio

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