Sergipe é o primeiro no país a formar alunos sem-terra

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A primeira turma de estudantes ligados ao Movimento sem Terra (MST) se forma nesta sexta-feira, 01,

Antônio, um dos 54 formandos: saber na teoria o que a gente sabe na prática
em Engenharia Agronômica. A graduação é consequência de um convênio realizado entre o Instituto Nacional de Colonização Agrária (Incra) e Universidade Federal de Sergipe (UFS). Estes órgãos mais o Governo Federal enfrentaram resistência no meio Acadêmico para a formação dos sem-terra no ensino superior, mas hoje, 1º, que o resultado dessa luta é a formatura de 54 dos 60 alunos que se beneficiaram com esse projeto. 

Segundo um dos formandos, Antônio Gomes Silva, a formatura é um avanço na lutas dos trabalhadores. “Ao longo dessa trajetória, é muito importante saber na teoria o que a gente sabe na prática e avançar ainda mais as políticas e questões da reforma agrária. O objetivo desse curso é focar na assistência no campo”, destaca o formando eufórico.

Para o superintendente regional do Incra, Jorge Tadeu, esse processo é antigo e tem seus pontos positivos. “Considero a formatura um passo importante

Jorge Tadeu: educação voltada para reforma agrária
para o desenvolvimento da Reforma Agrária. Essa luta já vem de tempo, desde 1998, quando ocorreu a conferência para educação básica no campo. Enfrentamos muita resistência por parte da Academia”, fala.

O superintendente do Incra completa destacando os benefícios. “O projeto é o primeiro no país. Sergipe já sai na frente. Ele serve de modelo para outros Estados para promover o acesso à educação para os assentados, multiplicação de conhecimento a partir desse processo, e principalmente, diminuir desigualdades sociais e mudanças de paradigma”, ressalta.        

Samariva Daniel, representante do Movimento Sem Terra (MST) diz que o movimento fez parte dessa vitória. “Hoje, filhos de assentados podem estar certos de que estão se beneficiando por um processo que resultou em vitória. A formatura desses assentados é uma reivindicação do movimento e o objetivo principal é melhorar a organização e a produção”.

Por Karinéia Cruz e Raquel Almeida

 

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