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Técnicos paralisam por 24 horas (Fotos: Portal Infonet) |
Servidores técnicos administrativos dos cinco campus que compõem a Universidade Federal de Sergipe, inclusive o Hospital Universitário, paralisam as atividades por 24 horas nesta terça-feira, dia 3. Segundo o Sindicato, cerca de 1.400 servidores técnicos devem ter aderido ao movimento.
O ato é para reivindicar o corte de verbas para educação feito pelo Governo Federal, além da exigência do cumprimento da Resolução das 30 horas na UFS, bem como a suspensão do contrato com a Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (EBSERH) que gerencia o Hospital Universitário (HU).
Diversos servidores técnicos estiveram no hall da reitoria na Universidade Federal para apoiar o manifesto que contou com um café da manhã realizado pelos manifestantes.
De acordo com o presidente do Sindicato dos Servidores da UFS (Sintufs), Lucas Gama, categoria repudia o corte de verbas realizado pelo Governo Federal. “A paralisação é de advertência ao governo federal para que possamos denunciar a falta de recursos no interior das universidades uma vez que em janeiro a presidente cortou 30% do dinheiro destinado as instituições federais de ensino superior e também para exigir que o governo federal apresente este ano uma proposta de valorização salarial e de data base. Até hoje mesmo com a constituição de 1988 ter atingido a sua maturidade, os trabalhadores do serviço público não possuem uma base regulamentada. Se tivéssemos uma data base aprovada como lei, seria obrigação do governo oferecer a recomposição das perdas inflacionárias”, afirma.
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Lucas Gama diz que greve não está descartada |
Já no âmbito da Universidade Federal de Sergipe, os técnicos pedem a flexibilização de 30 horas da jornada de trabalho dos servidores. “Em âmbito local a gente pede a reitoria que possa com celeridade tirar a jornada flexibilizada do papel, ou seja, nosso direito às 30 horas. Conseguimos essa jornada flexibilizada na greve do ano passado, mas até o momento nenhum trabalhador goza da mesma. Queremos também que revogue a Ebserh. Ela foi anunciada como a redenção os problemas do hospital universitário, mas o que temos acompanhado é que os problemas tem se agravado. Nós queremos que a universidade assuma novamente a gestão do hospital e reivindique uma política com adoção orçamentária maior para as universidades”, pede.
No próximo dia 20 de março, os servidores terão uma reunião agendada com o Ministério do Planejamento e caso não sejam atendidos, uma greve não está descartada. “Caso não haja avanço nas negociações no âmbito nacional e local, nós poderemos deflagrar sim uma greve. Inclusive já há uma reunião marcada entre a categoria e o Ministério do Planejamento para o dia 20 de março e a gente espera que o Ministério apresente algo convincente, mas se não, tudo indica que ainda no primeiro semestre deste ano estaremos protagonizando uma nova greve”, garante.
UFS
A assessoria de comunicação do reitor encaminhou uma nota ao Portal. Segue na íntegra.
"O reitor Angelo Antoniolli e o vice-reitor André Maurício receberam na manhã de hoje, 03, representantes dos servidores técnico-administrativos da UFS que aderiram à paralisação nacional da categoria.
O diálogo com os servidores se estendeu por mais de duas horas, durante as quais os gestores se comprometeram a discutir as propostas com pró-reitores e outros membros da administração a fim de verificar a viabilidade de atendimento das demandas locais apresentadas. Já a pauta nacional está sendo discutida entre representantes dos servidores e o Ministério da Educação (MEC).
A administração da UFS reitera o seu respeito para com os servidores e acredita no diálogo como forma de avançar na qualidade da educação pública, que é o compromisso maior da instituição".
*A matéria foi alterada às 15h32 para acréscimo de nota da assessoria do reitor
Por Aisla Vasconcelos
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